Crítica | A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

Antes de tudo, temos que separar duas coisa: Filme, Anime e Mangá. O motivo? Pelo simples fato de serem tipos de mídias diferentes e adaptações diferentes. Dito isso, podemos realmente fazer a analise.

O filme se passa no ano de 2029, onde a tecnologia progrediu ao extremo (e continua progredindo). Todos os humanos podem fazer implantes ou “melhorias” cibernéticas. A história narra a “pós-vida” de Major: uma humana em corpo de máquina. Ela está sempre tentando se prender a sua humanidade e buscando entender como e de onde veio, entrando em contraste com os humanos ao seu redor, que desejam as melhorias cibernéticas para si.

O visual de A Vigilante do Amanhã está extremamente lindo e é uma mistura de Blade Runner com O 5° Elemento. Os efeitos visuais são bastante convincentes, de deleitar os olhos. O filme é colorido mas as cores são balanceadas por um filtro azul, para ressaltar a ideia de tecnologia.

Scarlett Johansson conseguiu captar alguns elementos característicos da personagem, porém, em alguns momentos, pode-se notar um certo esforço exagerado em sua interpretação. Nada muito exorbitante, a princípio, não tira o foco do que o filme traz para o telespectador. Vale lembrar da polêmica causada pelo fato da adaptação “hollywoodiana” ter escolhido uma atriz caucasiana ao invés de uma asiática para interpretar Mokoto. Até o momento isso desapontou bastante os fãs do original.

Infelizmente o roteiro deixa um pouco a desejar e os diálogos poderiam ter sido um pouco mais elaborados. Claro, a ideia de adaptação sempre vem a cabeça, mas é possível adaptar e conseguir uma originalidade. No começo do 3° ato, como de praxe, o decorrer do filme dá um pequena deslizada. Esse momento, infelizmente, não convence muito. Como disse antes, o previsível acaba vindo à tona, tirando o gostinho de surpresa.

A produção nos entrega uma trama bem genérica, uma mistura de Robocop, Jason Bourne e Eu Robô e Matrix (que sofreu influências de Ghost In The Shell). Não que isso seja ruim! Porém, a junção de tudo isso acabou tornando o filme um pouco previsível. Antes do resultado da trama ser concluído, o telespectador já nota como será o desfecho.

Bom, se você busca bons efeitos e ação, desprendendo-se do original, você deve assistir ao filme. Mas, se busca uma adaptação com originalidade, como disse antes, você falhará ao tentar encontrar. Não há uma profundidade, trata-se mais de um conflito individual do que reflexão sobre a existência e a tecnologia.

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