Fumaças, espelhos e muita movimentação não escondem seus erros…

Quando dirigiu GI Joe: Retaliação o diretor Jon M. Chu estava coberto de desconfiança. Vindo de filmes de dança e sendo seu maior projeto o documentário Never Say Never sobre Justin Bieber, ele surpreendeu a todos com a maneira fluida e em alguns aspectos bela de como ele gravava a ação. Sendo assim, era de se esperar que com ele na direção, Truque de Mestre: O 2° Ato iria ganhar um salto pelo menos sobre este aspecto. Isso não acontece e está longe de ser o único defeito do filme.

O filme segue a equipe dos Cavaleiros, que sob o comando de uma misteriosa figura chamada O Olho, age usando ilusionismo para fazer truques que podem ajudar de alguma forma as pessoas. Acontece que um golpe da equipe dá errado e eles se veem obrigados a cometer um assalto para recuperar sua liberdade. O elenco do primeiro filme volta quase que totalmente, exceto por Isla Fischer, que é substituída por Lizzy Caplan para fazer quase o mesmo papel…

Acontece que toda continuação tem que ter um bom motivo e bons atrativos para acontecer. E neste filme não há nem um, nem outro. O longa possui um elenco incrível, mas falha ao dar a seus atores boas cenas e diálogos para que eles demonstrem seus talentos. Está todo mundo atuando no automático e Jesse Eisenberg vem caminhando a passos largos para se tornar um novo Johnny Depp e atuar sempre da mesma maneira em todos os filmes. O mesmo serve para Woody Harrelson, com a diferença que este consegue não se levar a sério em suas cenas, o que pode causar um outro momento engraçadinho. De fato, os únicos que se salvam são os estreantes Lizzy Caplan, que tenta defender sua personagem com unhas e dentes e falha por defeitos de roteiros e não seus próprios, e Daniel Radcliffe. Há pouco de Harry Potter em sua atuação e é com ele na tela que acontecem as melhores cenas.

Voltando a direção, o primeiro filme conseguia entreter já que Louis Leterrier conseguia gravar o filme como um grande espetáculo, com suas câmeras girando em torno dos atores e cores vibrantes, tudo para emular um show de mágica que se utiliza de fumaça para distrair e espelhos para enganar o expectador. Chu buscou criar alguns planos onde a ação dos quatro em conjunto funcionassem para o mesmo fim, tentando esconder o MacGuffin no filme. Acontece que, além de soar brega, o filme parte da premissa que estes personagens são apenas pessoas muito espertas com um grande talento para o ilusionismo. O que vemos aqui em muitos momentos só pode ser explicado por telecinese e telepatia, isso causa um estranhamento, não há suspensão de descrença que aguente. A fotografia do filme só ajuda a piorar a situação com seus ângulos impossíveis, que só mostram o quão bizarro tudo aquilo é.

Em 2006 Christopher Nolan conseguiu causar a dúvida se a mágica era real ou não apenas com seus elementos de roteiro e sua direção bem executada. Se o filme errou no finalzinho seu efeito continua o mesmo. Truque de Mestre deixa esta mesma dúvida por causa da forma displicente que foi dirigida. Só magia explica como atores como Morgan Freeman e Michael Caine entraram nessa…

REVER GERAL
Roteiro
7.5
Efeitos Visuais
7
Fotografia
8
Atuação
7
Direção
6.5
Trilha Sonora
7
Fundador - CEO - Designer - Desenvolvedor Web, Designer e Fotógrafo nas horas vagas. Apaixonado por cinema, viciado em séries e colecionador de HQs.

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