“Herança de Sangue é o retorno dos filmes estilo “exército de um homem só”, onde não se faz necessário um elenco grande para fazer um belo de um estrago.”

Dirigido por Jean-François Richet e contando com o grande retorno de Mel Gibson para um papel “badass”, Herança de Sangue é uma tentativa de resgatar as pegadas clássicas dos filmes da década de 1970, com direito a altas perseguições de carro e tiroteios.

Uma história simples e um tanto habitual nesta nova era, porém contada através de uma nova perspectiva: John Link (Mel Gibson) é um ex-presidiário que tem vivido sob custódia e tenta se manter afastado de tudo e todos para não ter mais problemas, até que sua filha Lydia (Erin Moriarty) reaparece sendo perseguida por traficantes que a querem morta. A partir disso a história se desenvolve de uma maneira estilo Liam Neeson em Busca Implacável: um pai disposto a fazer de tudo para proteger sua amada filha.

A diferença desses dois filmes, como vocês já puderam notar, tanto Lydia quanto Link não são personagens comuns que por acaso se meteram numa encrenca. O que acontece, é que eles estão colhendo os frutos de suas atitudes.Link sempre foi um cara encrenqueiro e alcoólatra, quando vê sua filha metida nesses problemas ele se sente culpado, pois quando ela mais precisou dele, da presença do pai em sua vida, ele estava na cadeia e a mãe dela apesar ter mudado de vida, no começo também não era uma pessoa que andava na linha, como é contado em certa parte do filme. Mesmo que a decisão tenha sido da Lydia de fugir e acabar se permitindo cair na lábia do antagonista Jonah (Diego Luna), Link ainda se sente culpado por não ter aproveitado e ensinado sua filha à não cometer os mesmos erros que ele.  O que Herança de Sangue nos ensina, é que nossas atitudes de hoje, não irão refletir apenas em nós amanhã, mas também poderão influenciar negativamente ou positivamente na vida dos nossos filhos e este é um fardo muito pesado para um pai.

Para um filme de uma hora e meia, o modo que os personagens foram desenvolvidos foi muito bom. O que incomoda um pouco, é que eles acabaram introduzindo diversos personagens apenas para contar o passado de Link, sem qualquer outra finalidade para eles.

Com uma história ampla e interessante, creio que Jean-François não quis prolongar mais o filme pra não ter o tal de “encheção de linguiça”, mas admito que em alguns momentos, principalmente quando todo o esquema em que a filha de Link se envolveu é esclarecido, poderia ter enrolado um pouco mais, dando mais suspense e um impacto melhor no telespectador ao invés de termos que digerir tudo em questões de segundos.Para aqueles que amam os filmes de 1970, Herança de Sangue é uma boa escolha, que te trará boas recordações daquele tempo. Mesmo com uma trama clichê para nossa época, o filme realça a emoção de poder ver mais uma vez Mel Gibson furiosamente em ação.

REVER GERAL
Roteiro
8
Efeitos Visuais
8.2
Fotografia
8.4
Atuação
8
Direção
7.5
Fundador - CEO - Designer - Desenvolvedor Web, Designer e Fotógrafo nas horas vagas. Apaixonado por cinema, viciado em séries e colecionador de HQs.

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