As tartarugas mais rápidas deste lado do Mississipi…

O primeiro filme do reboot das Tartarugas Ninja já veio cheio de polêmicas desde o começo de sua produção. Se tornou lendário o rage da internet quando ouvimos o lendário Michael Bay, produtor do longa, dizendo que os irmãos seriam alienígenas. Quando lançado, percebemos que não só esta alteração foi jogada para escanteio como também ela virou uma piadinha de roteiro. No fim, o filme sobrevive com as boas cenas de interação entre os irmãos e uma ou outra cena de ação que demonstravam todo o poder de malabarismo que o diretor de fotografia Lula Carvalho tinha para conseguir enxergar o que o diretor Jonathan Liebesman, o pior diretor vivo, queria mostrar. Um filme despretensioso que era divertido.

A continuação, As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras, prometia já no título retirar o pouco de sombrio de tom que havia no roteiro do primeiro longa e fazer os irmãos Donatello, Rafael, Michelangelo e Leonardo estourarem na diversão e maluquice que os deu a fama na época da animação. Para tal, vários e vários personagens clássicos pipocam na tela, como o vigilante Casey Jones (interpretado por Stephen Ammel, que assim como em Arrow não tem cavanhaque, aqui não tem cabelão), Rocksteady e Bebop, Krang e sua armadura… Tudo indicava que o longa iria ligar muito mais para a diversão do que para o roteiro… isto acontece, em partes.

A história nos mostra que após uma tentativa de libertar o vilão Destruidor, preso no primeiro filme, ele acabou atravessando um portal de teletransporte e acaba por acidente (ou não, algo estranho rolou aqui) conhecendo o alien Krang. Eles fazem então um pacto para que o humano, voltando para a Terra, encontre outros dois pedaços de um aparelho que permitiria a sua arma, o Technodromo, vir e dominar geral. Cabe às Tartarugas impedirem o plano dos vilões, enfrentar os recém criados Rocksteady e Bebop, lidar com suas personalidades distintas, aprender que eles devem se aceitar antes que eles se aceitem, criar um laço com novos aliados e comer pizza nas horas vagas… (ufa).

Com tantos elementos na trama é de se esperar que ela seja corrida e em alguns pontos confusa. A importância de Rocksteady e Bebop por exemplo, que protagonizam alguma das melhores e mais bobas piadas do filme, parece ser unica e exclusivamente ser um grande favor aos fãs. Krang é interessante mas não tem tempo de tela para se tornar marcante, Megan Fox vira Lois Lane como personagem muleta que sempre está no canto certo e na hora certa para fazer a trama seguir… Tudo isso perdoável se o humor e as cenas de ação funcionassem. e é aqui q o diretor Dave Green deixa sua marca, de forma pouco agradável.

Toda piada tem que ter uma trilha sonora engraçadinha. O filme começa com planos, e continua com várias ideias, diretamente tiradas de Transformers, e até a esperada cena nas cataratas do Iguaçu soa genérica e com pouco propósito. É realmente uma pena. Outra coisa que incomoda é na forma como são levadas as cenas que as Tartarugas devem ser furtivas. A câmera na mão e a escuridão do primeiro filme pelo menos serviam para mostrar como elas eram ágeis. aqui nem isso, em nenhum momento entendemos o porque dos ninja no nome do filme, ainda que, para todos os efeitos, todos os outros elementos do filme sejam extremamente acelerados.

Um filme pouco imaginativo, uma colcha de retalhos dos mais diversos blockbusters produzido atualmente, As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras mostra que pra um filme funcionar jogando conscientemente o roteiro para segundo plano é necessário que haja um ritmo e direção minimamente competentes, se não teria sido melhor ficar no escuro..

REVER GERAL
Roteiro
7
Efeitos Visuais
7
Fotografia
6.5
Atuação
7.5
Direção
7
Trilha Sonora
8
Fundador - CEO - Designer - Desenvolvedor Web, Designer e Fotógrafo nas horas vagas. Apaixonado por cinema, viciado em séries e colecionador de HQs.

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