Crítica | Até o Último Homem

ATÉ O ÚLTIMO HOMEM - MULTIVERSO NEWSAté o Último Homem (2016), é o quinto filme dirigido por Mel Gibson após um período de 10 anos, quando havia dirigido o filme Apocalypto em 2006. Como característica marcante em seus filmes, Até o Último Homem não poderia ser diferente, na história Mel Gibson traz um personagem que é vítima de suas convicções e perseguido por suas crenças.

Baseado em fatos reais, Até o Último Homem (Hacksaw Ridge em sua tradução original), Tem como pano de fundo o cume de Hacksaw, um penhasco de mais de 120 metros de altura localizado no Japão. Durante a Segunda Guerra Mundial ocorreram algumas batalhas no local, e agora o soldado Desmond Doss faz um ardo trabalho de socorro e resgate de seus amigos soldados durante a batalha de Okinawa.

Desmond realmente existiu e é interpretado por Andrew Garfield, um jovem adventista que, convencido a se alistar durante a Segunda Guerra Mundial, trava uma batalha pessoal contra o Exército dos Estados Unidos, porque queria servir como médico, mas se recusava a pegar em qualquer tipo de arma. O Longa relata a história de Desmond desde sua infância, para ilustrar o porquê dele se recusar a ter o porte de armas, não só pelo lado religioso, mas também pelos traumas adquiridos na infância. A história apresenta seu treinamento até o clímax da Batalha de Okinawa.

Gibson não poupa detalhes para relatar a violência nas inúmeras e explícitas cenas de guerra. É um verdadeiro balé de cabeças rolando, corpos explodindo e ratos devorando corpos. Utilizando de várias cenas com slow motion, o diretor provoca efeitos e mostra detalhadamente a tensão nas cenas mais importantes. Mesmo emocionando em algumas cenas, o início do filme acaba incomodando um pouco por ser muito romanceado em torno do personagem de Desmond, mas Gibson retrata com perfeição seu relato de guerra, o desprezo dos outros soldados por ele e todos os sacrifícios que teve que fazer.


Comecei a assistir ao filme já pensando que seria como outros filmes de guerra que já estava acostumada a ver, mostrando a guerra, como foi o combate, a participação que o soldado teve na morte de vários inimigos em nome do seu país e etc. Porém, o filme me surpreendeu por ser o oposto do que eu esperava, mas sem deixar de lado a guerra, que foi o motivo de tudo. Gostei muito da história do soldado, mesmo falando da religião dele, não é nisso em que o filme foca e sim, na história do soldado, de como enfrentou o Exército dos Estados Unidos para manter seus ideais, suas crenças e ainda se alistar para ajudar na guerra.

Para quem gosta de relatos de guerra, Até o Último Homem é o filme ideal. A mensagem que o filme passa não é somente sobre religião e patriotismo, aborda bem a perseverança e teve seis indicações ao Oscar, dentre elas a de melhor direção. O roteiro foca bem na vida do personagem mostrando o que, pelo menos eu, nunca pensei que tivesse acontecido durante uma guerra. Um soldado, mesmo se tratando de um médico, vai para as linhas de frente sem nenhuma arma, sem nada para se proteger com apenas um objetivo:  Salvar vidas.

Vale muito a pena dar uma conferida!

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