Crítica | Westworld (1º Temporada)

"Prazeres violentos tem fins violentos."

Westworld é um parque temático e futurístico. Ambientado no Velho Oeste, o parque é diferente de tudo o que estamos habituados, pois ao invés de pessoas com trajes e interpretando cowboys, ladrões, soldados, etc, temos andróides – ou anfitriões, como são chamados. Mas por que malditos robôs? Porque é aí que está a diversão, Você como um cliente (convidado) pode fazer o que bem quiser no parque: desde matar, roubar, estuprar até ser o herói do dia. Você é totalmente livre e sem regras para viver dentro de Westworld e é por isso que eles (os personagens) dizem que “o parque mostra quem você realmente é”, ou com as palavras de alguns filósofos, “são nos nossos extremos que encontramos nossa verdadeira natureza”. Os anfitriões possuem inteligência artificial e quando morrem, eles são resetados, tendo a memória apagada. Por má sorte do destino (ou não), um pequeno problema na programação deles permite que alguns ainda se recordem de suas “vidas passadas” e se questionam se é um sonho ou se eles apenas são fantoches de algum ser supremo.

A partir disso a série cai em muitos mistérios e questões filosóficas sobre a existência/natureza humana e o que é a realidade.

A narrativa da história, o todo como ela é contada e apresentada nos primeiros episódios podem parecer confusos, mas a real intenção é te deixar intrigado e criando diversas teorias para poder explicar ou entender o que está acontecendo antes de assistir o próximo episódio, e pode acreditar que você vai querer ver o mais rápido possível. O mundo de Westworld que Lisa Joy e Jonathan Nolan criaram é fascinante! Eles te levam para outra dimensão, te fazendo questionar, refletir e aproveitar cada cena única. Mas não é só como a história é contada que é ótimo.

A escolha do elenco não poderia estar melhor. Desde os atores coadjuvantes até os principais, é com todas as letras – incrível. Logo no primeiro episódio nota-se que o nível de atuação de cada um tem que ser das mais altíssimas possíveis, principalmente dos anfitriões.

Para quem já assistiu, está começando ou pretende começar, já deve ter conhecimento que os grandes destaques ficaram para Anthony Hopkins, Jeffrey Wright, Evan Rachel Wood e Thandie Newton. Evan (Dolores) teve um desempenho estrondoso! Eu consigo imaginar que não deve ser nem um pouco fácil estar chorando e com um estalar de dedos do Anthony você ficar séria e totalmente fria, literalmente como um robô. Anthony também fez um excelente papel, estava visível que ele estava confortável e intimo com seu personagem.

A verdade é que todos desempenharam mais do que bem seus papeis, é difícil falar apenas de um, enquanto dá aquela coceira na orelha para falar do outro também. Vale lembrar do Rodrigo Santoro que orgulhou e muito todos nós brasileiros por ter conseguido o papel e por honrar perfeitamente a escolha.

Todos os outros detalhes técnicos, como trilha sonora, filmagem, fotografia estão à altura também. Toda a equipe da série fez um trabalho excelente e não é a toa que garantiu uma das maiores (se não a maior) audiências do ano.

Westworld contará com cinco temporadas e de acordo com Jonathan Nolan, será só isso mesmo. Mas pelo o que podemos observar, elas serão suficientes para apresentar uma história de qualidade e uma das melhores séries já criadas. A segunda temporada virá em 2018.

Com uma ficção cientifica muito bem explorada, com questões filosóficas que fazem qualquer um parar para pensar, talento de sobra da equipe e muita ação no estilo Velho Oeste, Westworld é a escolha perfeita para você se envolver e se perder numa nova aventura.

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