Crítica | Vikings – 5ª Temporada (Parte 2)

31Vikings teve um hiatus de meses para finalizar o quinto ano.

Depois de uma primeira parte apática e digna de esquecimento, a quinta temporada de Vikings retorno do hiatus para retomar seu lugar de merecimento.

Crítica | Vikings (5ª Temporada)

Retornando das férias para contar os resultados da Grande Guerra entre os filhos de Ragnar, Vikings toma fôlego e nos entrega um final de temporada repleto de mortes significativas para o futuro da narrativa, vitórias e muito mais discórdia entre famílias.

Alfred, Rei de Wessex, em Vikings

Agora, depois de vencer a guerra conta os irmãos, Ivar está deslumbrado com o poder que conquistou. Faz de Kattegat seu quintal e governa sem o mínimo de planejamento. Quando Kattegat é mostrada, parece um grande quintal bagunçado, completamente diferente do que seu pai costumava fazer.

Revelações nada surpreendentes (Esse trecho contém spoilers).

Rollo resurge, nessa parte, para por fim a um dos maiores questionamentos mais sem noção da série: Ragnar é, realmente, o pai de Bjorn? Bom, a resposta foi dada e não foi nada convincente. Desvirtuar uma história já estabelecida, somente para agradar os fãs ou causar alvoroço gratuito, não contribui em nada para o desenrolar da série.

Essa revelação, claramente, não tem relevância alguma para a história como um todo. Serviu, de fato, como citado anteriormente. Além disso, serviu para mudar mais uma vez, algo na história de Lagertha, tornando a personagem bengala narrativa de uma história alterada para agigantar outro personagem. Até então, esse detalhe não interferiu em nada na história de Bjorn, principalmente.

Bjorn, mais tarde, acaba tendo que solucionar outro mistério envolvendo sua mãe, mas continua mantendo o olho em Kattegat, desejando sua casa como prêmio para manter os sonhos de seu pai, Ragnar, vivo.

Fuga para Wessex e mais uma guerra.

Bjorn, Lagertha, Ubbe e Torvi conseguem escapar da fúria de Ivar, mas se rendem aos ingleses com o intermédio do novo amante de Lagertha, o Bispo Heahmund. Graças ao Bispo, conseguem chegar a Inglaterra e se rendem ao Rei Alfred. Alfred, por sua vez, pede ajuda aos guerreiros para enfrentar uma ameaça eminente.

Ivar, como vilão dessa temporada, nada mais é do que um garoto mimado com muito poder. O contra-ponto que Alfred faz ao vilão, pelo contrário, já é bem equilibrado e tem um potencial enorme quando se pensa no futuro da série. Ambos tem em comum o fato de não serem respeitados por seus seguidores, mas enquanto Ivar busca o poder e destruição de seus inimigos, bem como vingança pela morte de sua mãe, Alfred busca, de fato, proteger seu povo e honrar seu pai, bem como seu avô.

Alfred, diferente de seu avô e seu pai, é frágil de saúde e não tem muito apoio do povo, muito menos de seu próprio irmão. A Mãe do Rei, Judith, exerce sua proteção exacerbada sobre o Rei e providencia a tranquilidade para o reino de seu bastardo ungido.

Ubbe e Torvi em Vikings

Um jogo de interesses é estabelecido ali em Wessex. O Clero se organiza com nobres para destronar e matar Alfred. Essa parte da história é bem pertinente para a monarquia, mas ainda sim, é tão mal explicada que beira a novela mexicana, com tramas superficiais e resoluções preguiçosas.

Vikings tenta se garantir só em excelentes imagens?

Não dá pra negar que essa quinta temporada é um show visual, mas será que Michael Hirst está esquecendo de contar histórias em troca de criar belos wallpapers? Os filhos de Ragnar não conseguem contar uma história convincente, embora Ubbe e Bjorn consigam ser tão interessantes quanto Ragnar e Rollo nas primeiras temporadas. A série acaba se escorando no núcleo saxão que, nesse final, segurou a onda da série muito bem – mesmo com a novelinha mexicana. A intensidade como o fato ‘novela’ aumenta durante a segunda parte, chega a ser assustadora, principalmente por conta do emaranhado conspiratório que acontece.

Personagens equivalentes

Ubbe e Alfred ensaiam substituir a relação de Ragnar e Athelstan. Esse é um dos melhores jogos visuais que a série poderia empregar. Ubbe, fisicamente, é o mais parecido com seu falecido pai e existem cenas que recriam momentos de Ragnar e Athelstan.

Para a narrativa, essa relação dos dois auxilia a história por um caminho de paz posteriormente ou mais um grande momento de intriga entre os herdeiros de Ragnar, já que Ubbe e Torvi foram batizados como Saxões.

Esse relacionamento pode definir o futuro da série, assim como a relação de Ragnar e Athelstan ditou boa parte do caminho para onde Vikings rumou pós-amizade e pós-morte. Principalmente porque Ubbe aceita as condições de Alfred para permanecer em Wessex. Mais tarde, com a ausência de Bjorn, Ubbe se torna o homem de guerra de Alfred e isso torna a dinâmica deles um pouco diferente da comparação. Já que Ragnar, anteriormente, é quem estava em um posto mais alto. E novamente, Alfred dá um ritmo interessante para a série.

A batalha final em Vikings

Floki é o novo Vidente?

<SPOILER ALERT> Floki foi em busca de respostas em um novo lugar, encontrou um assentamento onde teve visões dos Deus conversando com ele. Em certo momento, ele tem visões que revelam detalhes de uma briga entre seus parceiros de nova morada. Mais para frente, Floki consegue enxergar e guiar as pessoas em várias situação. O Vidente original, aquele que vemos desde a primeira temporada, é morto e ao que tudo indica, Floki é, realmente, alguém agraciado com o dom da visão. Então, isso pode significar a substituição de um personagem pelo outro e a permanência do personagem na série.</SPOILER ALERT>

Conclusão

Vikings encerra seu quinto ano mostrando que, mesmo com tantos altos e baixos, ainda é uma das melhores séries da atualidade. A série passa por uma transição de elenco bem marcante, tirando de cena seus personagens antigos e clássicos, colocando seus filhos como protagonistas e adicionando novos rostos para garantir o futuro da trama na briga histórica entre Saxões e ‘Pagãos’.

Com mais uma promessa de grande batalha no season finale, Vikings abusa de uma trilha sonora marcante para finalizar o seu quinto ano. Dessa maneira, com uma dúzia de mortes e fugas ao final do último episódio, a série deixa em aberto o que pode reger seu sexto e último ano.

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