Crítica | Transformers: O Último Cavaleiro

O mundo mudou. Agora “caem” Transformers constantemente na Terra, aparentemente sem nenhum motivo. Por isso, foi criada uma agência global para combater a ameaça alienígena. Enquanto isso, Optimus Prime, líder dos Autobots, foi ao encontro de seu antigo mundo, Cybertron, em busca de seus criadores.

Transformers

Mas não é assim que começa essa história; ela realmente se inicia a 1600 anos atrás, junto aos Cavaleiros da Távola Redonda. A ideia para esse filme, como diz o diretor Michael Bay, foi escrita e desenvolvida por nada menos que quatorze roteiristas. Sim, quatorze! Acho que é aí que o filme começou errado. Muitas ideias, algumas até com boas intenções, mas que fizeram o filme se perder em vários momentos. Existem cenas onde Optimus Prime está em combate e desaparece no meia da luta, deixando todos a sua procura, e como num passe de mágica ele reaparece do nada sem explicar o por que sumiu. Já em outro momento, o terrível líder dos Decpticons, Megatron, negocia uma troca de reféns com os humanos digna de uma comédia pastelão, onde ele forma um grupo de vilões, que faz uma entrada à La Esquadrão Suicida, totalmente “badass”, e logo após de formado esse grupo, o mesmo é facilmente derrotado. E também tem outra que nosso protagonista cai de um arranha céu no parece ser uma cidade grande e ateriza numa cidadezinha com chão de terra batida. Em outra, o grande Anthony Hopkins na pele do Sir Edmund Burton, busca ajuda do governo britânico parecendo ser a salvação do planeta e nada disso acontece… Junte isso tudo e outras cenas sem nexo, creio que temos a certeza que quantidade de roteiristas não é nenhum sinal de qualidade.

Ainda sobre o roteiro confuso, vemos que, como mencionado acima, os Transformers já estão entre nós a muito tempo, porém escondidos, nos defendendo de guerras junto ao famoso Rei Arthur e até em momentos mais recentes da história humana, como a Segunda Guerra Mundial, onde nem o querido BumbleBee se lembra que já lutou contra nazistas…

Já nos dias atuais, temos Cade Yeager (Mark Wahlberg), voltando a protagonizar a franquia (diferente de Jack Reynor e Nicola Peltz, outros protagonistas de “Transformers: A Era da Extinção”, cujo personagens são completamente esquecidos ou tratados como uma mera referência), mas dessa vez surge como uma lenda viva que busca achar e proteger os Transformers. E é com Yeager que Micheal Bay nos trás a sensação de que o papel dele é aquele clássico papel do homem de um exército só, como o salvador da pátria, algo típico dos anos 80. Mesmo sendo apenas um minúsculo humano, Yeager está lá tentando apartar uma luta entre robôs gigantes alienígenas sem sair com um arranhão, ou pulando em cimas de drones em pleno ar… Quando eu acho que Bay se superou, ele vem e me surpreende, não apenas com suas famosas cenas com explosões ou naquela onde tudo está vertiginosamente girando ao mesmo tempo na tela, mas dessa vez ao transformar o protagonista num super herói!

No elenco de apoio temos Isabela Moner, como Izabella, e Jerrod Carmichael, como Jimmy, onde começam bem o filme, mas são facilmente descartados no roteiro ou na edição, sem qualquer explicação mais convincente… Acho que também deve ser culpa do excesso de roteiristas. Ele devem ter esquecido que tais personagens existiam na trama. Confusa tambem é a presença de Vivian Wenbley (Laura Haddock) na história, par romântico de Yeager, que é descrita como uma descendente de uma linhagem que poderá salvar o mundo, mas sem nenhuma explicação clara.

A única coisa verdadeiramente certa na franquia é que fica explicito que sempre precisam de um artefato que poderá ou não salvar a Terra nas mãos de um humano… oh!

Mas nem tudo está perdido, é onde entra Optimus Prime, nas melhores partes do filme ele está lá com suas clássicas frases de superação e brilhantes cenas de ação. No mais, o mundo mudou, porém nós não podemos dizer o mesmo de Michael Bay.

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