Crítica | Missão Impossível: Efeito Fallout

Em 1996, o primeiro Missão Impossível estreou e foi dirigido pelo Brian de Palma, inspirada na série de TV dos anos 60 que conta história de Ethan Hunt (Tom Cruise nos cinemas), um agente do IMF (Impossible Missions Force) responsável por missões secretas. Não se tinha a ideia de que depois de 6 continuações o filme ainda seria relevante quando se fala em cinema de ação, ainda mais depois de um tom de espionagem que o diretor deu ao primeiro filme. A franquia foi se experimentando até se encontrar e durante esse caminho temos a sua continuação em 2000, com ótimas cenas de ação e luta dirigido por Jhon Woo com sua câmeras lentas e cenas absurdas.

Com a entrada de J. J. Abrams (Star Wars: Despertar da força), a franquia começa a se encontrar e vemos um lado mais pessoal de Ethan Hunt quando ele tem um embate com o até então mais emblemático vilão da série, interpretado por Philip Seymour Hoffman, onde não só o destino do mundo mas também de sua mulher é colocada em jogo. Depois disso temos Protocolo Fantasma (Brad Bird) onde acontece talvez a cena que marca a franquia que é a de Tom Cruise escalando o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, em Dubai. Então em 2015 temos Nação Secreta dirigido por Christopher McQuarrie, onde temos o primeiro vislumbre do sindicato que é uma organização que tem como objetivo acabar com a IMF, liderada por Solomano Lane (Sean Harris).

Ethan e sua equipe.

Pela primeira vez na franquia veremos uma continuação direta do filme anterior onde após uma missão fracassada Ethan tem que recuperar três cargas de plutônio para deter um ataque terrorista de proporções globais, onde ele se vê obrigado a trabalhar com um agente da CIA interpretado por Henry Cavill (Liga da Justiça) e ainda temos a volta de um inimigo de outro filme. O filme contém ainda o retorno de Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca (uma das melhores personagens da franquia), Michelle Monaghan e Alec Baldwin, além de Vanessa Kirby e Angela Bassett.

Henry Cavill e seu famigerado bigode.

O roteiro de Efeito Fallout segue muito o estilo já conhecido pela franquia. Temos locações em vários lugares do mundo e as reviravoltas que já é uma das marcas da franquia são tantas que às vezes nos sentimos como os personagens, confusos com o que realmente está acontecendo. As cenas de ação são um espetáculo à parte e quando Christopher McQuarrie se mostra competente em dirigir cenas de ação são com certeza e é o que mais chama atenção no filme. As tomadas abertas quase contemplativas são um ponto alto também, a trilha sonora ( sempre referenciando a famosa música tema) é usada aumentar a tensão do filme, o que acaba funcionando muito bem. Há certos momentos em que a ação  e tensão crescem juntamente com a trilha, e a ausência dela também cria uma tensão e uma antecipação o que deixa o filme com uma cara mais do diretor, o que passa impressão de que os personagens nunca estão seguros.

Tom Cruise (que mostra um condicionamento físico incrível com seus 56 anos), que é conhecido por dispensar dublês em seus filmes, deixa tudo mais verossímil, impressionando nas cenas de ação que ele executa, como a de perseguição de helicópteros e é incrível (lembrando do acidente que ele sofreu durante as filmagens e que acabou entrando no corte final do filme).

Henry Cavill chama a atenção como um personagem que a princípio pareça genérico mas que consegue dar um ponto de vista diferente do protagonista, mas que no fim das contas não é muito bem aproveitado, e Angela Bassett faz uma personagem bem esquecível. O filme sofre um pouco com o segundo ato arrastado, o que torna o filme um pouco longo demais, o terceiro ato traz um Plot que talvez não seja tão inesperado assim, mas o jeito como ele acontece é muito bem amarrado e mostra certo fôlego que a franquia ainda tem de se manter relevante.

Tom Cruise quebrou o pé e as costelas na gravação do longa.

No fim de tudo Missão Impossível: Efeito Fallout se coloca em um nível acima de qualquer um dos filmes da franquia e mostra que uma continuação não precisa necessariamente sempre ser maior que o filme anterior, e o maior acerto é de como o diretor (que  também é o roteirista) trabalha e a relação entre os personagens, deixando a impressão que Ethan Hunt ainda tem muito mais a oferecer.

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