Crítica | Liga da Justiça

E a longa espera (talvez de uma vida inteira!), chegou ao fim! A DC Comics finalmente conseguiu levar para a telona a reunião de seus maiores super-heróis, a Liga da Justiça… Porém, apesar do peso que o nome da famosa e poderosa equipe carrega, o filme de uma maneira geral, não vem para se tornar um marco na história dessa era dos heróis no cinema. De fato não é o filme que nós esperamos… Mas, apesar disso, podemos vislumbrar que as coisas estão entrando nos eixos, e que o futuro dos maiores heróis da cultura pop no cinema ainda é muito promissor.

Apesar do estrondoso sucesso do filme solo da Mulher-Maravilha, que nos deixou aquele sentimento de que a casa estava sendo arrumada, ainda assim, as coisas para a Liga pareciam muito nebulosas, um tanto quanto duvidosas, cheias de rumores e problemas confirmados – a saída do diretor e produtor Zack Snyder, um dos pais da DC no cinema; a entrada do diretor Joss Whedon; 20% de refilmagens aos quarenta e nove do segundo tempo da prorrogação; entre outros problemas notórios – É, a vida não está fácil para o Universo Cinematográfico DC!
Mas, como dizem por aí, são os problemas que nos fortalecem, nos faz levantar e ficar de pé… E se for assim mesmo, a Casa do Superman começou a se erguer das cinzas, começou a aprender com os seus erros, e é isso o que realmente importa!

Eles aprenderam que, queiram ou não os fãs mais radicais, filmes de heróis precisam sim ser além de tudo divertidos, não precisam ser pesados, afinal de contas são heróis. E como alguns momentos de Mulher-Maravilha, Liga da Justiça é leve e divertido, algo que atenderá bem a todo tipo de público. Outro ponto “super” positivo é a equipe em si, tanto na reunião dos membros da Liga com seus conflitos de idéias e ideais, quanto na parceria no “campo de batalha”.

 

Da equipe, temos o Batman (Ben Affleck) junto com a Mulher Maravilha (Gal Gadot), formando a equipe para combater o já eminente ataque alienígena previsto por Lex Luthor (Jesse Eisenberg) no final de Batman V Superman. Eles recrutam o jovem e deslocado Barry Allen (Ezra Miller), que vive o herói velocista Flash, Arthur Curry, o príncipe de Atlântida conhecido como Aquaman (Jason Momoa), e Victor Stone, o Cyborg (Ray Fisher), um dos personagens mais importantes para o desenrolar do enredo… Além deles, é claro, o longa ainda conta com o já esperado retorno de Henry Cavill como o Superman, onde temos a melhor cena do filme na sua volta, e também a sua melhor performance em todos filmes que já se fez presente como o Homem de Aço.
Enquanto a força do filme está em seus heróis e nos atores que os interpretam, o mesmo não podemos dizer do seu vilão. O Lobo das Estepes (Ciarán Hinds) não agrada, tampouco a história por trás dele e seus propósitos. Vilão mais inexpressivo, impossível! Mas, se essa é a “desculpa” que foi preciso dar para juntar os emblemáticos heróis, então a gente relava, não é mesmo Dona DC?!
Mas, o que não dá para relevar é a qualidade dos efeitos especiais, sem polimento, sem capricho… Tudo parece tão verdadeiramente artificial que parecem ter sido feitos por amadores sem o conhecimento ou ferramentas necessárias, e não por um grande estúdio de Hollywood! Espero que os próximos filmes a DC/Warner tenha mais esmero nesse quesito.

Senti falta também de uma trilha sonora própria e impactante. Não há um tema que marque de verdade e ajude a embalar as cenas. Talvez o único destaque do trabalho de Danny Elfman em Liga da Justiça seja a homenagem que ele fez à sua própria para o filme do Batman de 1989. E se ele decidiu por esse caminho, por que não trazer de volta o maior de todos os temas de super-heróis de todos os tempos e homenagear o brilhante mestre John Willians ao incluir a composição feita para o filme do Superman de 1978. Isso não seria apenas nostálgico, mas totalmente épico!
Quem sabe num próximo filme, onde poderemos ver os maiores dentre os maiores em um filme à altura dos seus nomes.

Por enquanto, apesar das suas falhas, Liga da Justiça satisfaz mais do que incomoda, e poderá sim ser um sucesso de bilheteria, trazendo novos fãs, ajudando a DC a buscar o que eu chamo de sua Quinta Sinfonia.
A chama da esperança foi acesa, e eu já consigo ver que a luz não está tão distante quanto eu imaginava.

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