Crítica | La Casa de Papel

Quando a Netflix apresentou a primeira parte de La casa de papel foi um sucesso espontâneo e logo todas redes sociais estavam lotadas com informações, críticas e spoilers.

La Casa de Papel é uma minissérie espanhola criada por Álex Pina para as rede televisão espanhola Antena 3, a série estreou em 2 de maio de 2017, exibida na Espanha com 9 episódios de 70 minutos cada, mas a Netflix reeditou os episódios e decidiu lançar em duas partes: a primeira foi disponibilizada em seu catálogo no dia 25 de dezembro de 2017 e a segunda chegou em 04 de abril de 2018.

A gangue toda

Logo no começo é quase impossível não empolgar-se com a premissa da série que é um grande assalto à  caca da moeda da Espanha e não tem também como não remeter aos grandes sucessos americanos como “Plano Perfeito” de Spike Lee , “Atração perigosa” de Ben Affleck (porque acontece também um romance entre refém e assaltante). Começa aí um grande jogo de manipulação da polícia pelo Professor (Álvaro Morte) que é o grande arquiteto de todo o “Assalto” e a inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño) responsável pelas negociações.

Apesar da grande proposta criada pela série logo todo o roteiro, que a princípio seria sobre um grande roubo, dá lugar a uma sucessão de coincidências oportunas que beiram o ridículo. Uma cena em que o professor está em um ferro velho para acabar com uma prova contra os assaltantes, uma invasão a um hospital onde não é mostrado como o professor tem tal informação ou até mesmo por um fio de cabelo todo um plano é desvendado? Não faz sentido. Dito isso que foi o que mais incomodou, vamos às coisas boas.

Uma coisa que chama a atenção na série é o desenvolvimento de alguns personagens como Denver (Jaime Lorente) e Moscou (Paco Tous) ou até mesmo Nairobi (Alba Flores). O Professor (Álvaro Morte) é um  dos personagens mais interessante, mas também acaba se resumido a uma relação amorosa com a inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño). Também temos Tóquio (Úrsula Corberó) e é com os olhos dela que assistimos toda a série, sua narraçao é algo muito positivo na série, mas ela não tem um arco completo. Durante toda a série são mostrados vários dilemas com a personagem, como a relação com sua mãe e coisas sobre sua vida antes do grande assalto que não são aprofundadas e acaba ficando por isso mesmo. Como um todo o elenco funciona e emociona — essa química é o que realmente vale a pena.

Falando da parte técnica da série, é muito bem realizado: a direção de arte e fotografia não ficam devendo nada às produções americanas que estamos acostumados.

Tóquio (Úrsula Corberó)

La casa de papel talvez tenha agradado tanto pelo tom novelesco que a trama possui em todo momento, com grandes incoerências que no fim das contas talvez não importem para maioria das pessoas que assistem, ela tem um final satisfatório e bem conclusivo.  Agora resta saber o que  falta para os roteiristas aprontarem já que já confirmaram uma parte 3.

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