Crítica | Kingsman: O Circulo Dourado

Em 2015 estreou “Kingsman: Serviço Secreto”, uma adaptação dos quadrinhos que fez muito sucesso entre os fãs do gênero, com seu jeito cartunesco próprio de ser, e também com suas várias homenagens ao James Bond da década de 70 com seus gadgets e seu estilo charmoso e elegante que só mesmo os agentes secretos britânicos possuem no cinema.

Agora estreia “Kingsman: O Circulo Dourado”, uma sequência direta de seu antecessor.

Esse longa aprofunda ainda mais esse ar cartunesco, violento, sexual, e principalmente político que o diretor Matthew Vaughn está acostumado a trazer das HQs (leia-se “Kick-Ass”, outra direção sua).

O filme se passa 1 ano após a vitória da agência contra Valentine, o vilão do primeiro longa, e é ai que surge uma outra ameaça destruindo quase que por completo a Kingsman, sobrando somente o nosso protagonista Gary Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong). E quando procuram uma forma de encontrar quem está por trás disso, acabam descobrindo sem querer que os fundadores da Kingsman também fundaram a Statesman, uma agência secreta nos EUA. É lá, no Kentucky, eles se juntam a Whisky (Pedro Pascal), Ginger (Halle Berry) e Tequila (Channing Tatum), agentes da Statesman. E é justamente dentro das instalações da agência que vemos o alardeado retorno de Harry (Colin Firth) ao mundo dos vivos!

A caracterização da Statesman, fazendo uma brincadeira com o jeito americano do interior do país também é um dos pontos positivos do filme. Fica tão escrachado e zoado que chega ao ponto de você confundir o personagem de Pedro Pascal com o famoso ator Burt Reynolds, e as piadas tradicionais entre a cultura dos dois países também fazem a aproximação das agências ser bem encaixada no roteiro. Claro que tudo propositalmente e regado a muito Whisky!

Do outro lado temos a vencedora do Oscar Julianne Moore, interpretando Poppy, a grande vilã da história, que é a maior traficante de drogas do planeta, e possui uma tara pelos anos 50, carne e robôs!

Mas a vilania não fica somente com Poppy, o próprio enredo, assim como no primeiro longa nos trás um “quê” politizado, onde qualquer um de nós poderia se transformar no vilão e vice versa; os pontos de vista de quem está do lado de quem é o ponto chave do roteiro, e isso você só vai descobrir no final.

E a trilha sonora? Nossa, não podemos esquecer da trilha sonora! Como alguns devem saber temos a brilhante participação de Elton Jonn no filme, uma participação digna de ficar lá em cima nos créditos. E além de termos esse monstro cultura pop em tela e ficando sua presença com suas músicas, a trilha sonora ainda vai de Prince e Frank Sinatra a John Denver com o clássico “Take Me Home Country Roads”… literalmente a cereja do bolo da parte musical.

As sensacionais cenas de ação estão ainda maiores, por mais que não consigam ter o mesmo impacto da famosa cena da igreja do primeiro filme, elas estão mais presentes do que nunca, mesmo que o roteiro apenas tenha seguido a receita do primeiro, deixando “O Círculo Dourado” não tão original quanto “O Serviço Secreto”, mas tão divertido quanto… Em time que está ganhando não se mexe!

E no final, você tem mesmo esse sensação, e que Vaughn e a Fox sabem bem disso. Assim, Kingsman: O Círculo Dourado se mostra um grande acerto num momento onde sequências sequer conseguem se igualar aos seus antecessores.

Com uma história linear permeada de ação desenfreada e temas polêmicos, e estrelada por um elenco que coloca o de muitos filmes no chinelo, Kingsman tem tudo para perdurar por muito tempo.

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