Crítica | Hotel Artemis

Hotel Artemis chega aos cinemas brasileiros sem muito alarde, o thriller de ficção escrito e dirigido por Drew Pearce (roteirista deMissão Impossível – Nação Secreta” e “Homem de Ferro 3) a história se passa em Los Angeles, num futuro não muito distante, onde um hospital para criminosos funciona sob a fachada de um hotel há mais de 20 anos. No comando, está a Nurse (Jodie Foster), responsável por manter as regras do local.

Divulgação Diamond Filmes.

Em meio a uma espécie de guerra civil acontecendo em Los Angeles, mas que não é aprofundado já que o que acontece fora do Hotel Artemis não é muito explorado. Temos apenas uma sequência de ação que serve para introdução do hotel, já que o filme se passa em apenas um dia da rotina do hotel com alguns flashbacks.

Para a estreia de Drew Pearce na direção, havia certa expectativa em torno de Hotel Artemis e também depois da divulgação do elenco de peso que era encabeçado por Jodie Foster, Sterling K. Brown, Jeff Goldblum, Dave Bautista, Zachary Quinto e Sofia Boutella.

Divulgação Diamond Filmes.

Apesar do elenco estelar, a impressão é que todos ali são coadjuvantes de luxo, já que nenhum personagem é realmente trabalhado, com exceção o da Jodie Foster (com 56 anos), que entrega uma mulher cheia de traumas e fobias que a tornam o personagem mais palpável. O resto dos personagens são trabalhados por meio de diálogos rasos que precisam da dedução do telespectador para que funcionem. A personagem da Sofia Boutella talvez seja a com mais potencial e a mais interessante, que tem a melhor cena do filme e que mais uma vez não é bem aproveitada.

A ambientação do filme é fantástica, mesmo a maioria dele se passando dentro do Hotel. Todos os cômodos e cenários são críveis na distopia proposta pelo roteiro. O ar meio noir e a mistura de novas tecnologia com velhas funciona para compor toda a estética do filme. A edição também ajuda pra dar mais dinamismo na trama, que é extremamente rápida.

Divulgação Diamond Filmes.

Hotel Artemis chega com uma promessa de frescor ao cinema com um argumento muito interessante, mesmo que as comparações com John Wick (The Continental hotel de serventia similar) acabam acontecendo, isso não é o problema maior do filme. No fim, a impressão é que estamos vendo o grande terceiro ato de uma ótima história, sem conhecer bem nenhum dos personagens e sem estabelecer nenhum tipo de vínculo.

Apesar da direção habilidosa e das várias tentativas de incursões de críticas sociais ao estilo de vida americano e sua arrogância com o resto do planeta, o uso dos recursos naturais e abuso das forças policiais, toda essa ambição se perde pela falta de trabalho em um roteiro mais bem acabado. Por fim Hotel Artemis tem grandes chances de se tornar um dos novos clássicos cult de uma nova geração.

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