A Marvel Studios vem tentando experimentar mais com seus heróis secundários, e é o que acontece com Homem Formiga e a Vespa, assim como vemos em Thor Ragnarok o filme toma algumas decisões criativas que são diferentes dos quadrinhos a fim de melhorar o MCU (Marvel Cinematic Universe).

O filme começa com Scott Lang (Paul Rudd) lidando com as consequências de seus atos em Guerra Civil  e vivendo em prisão domiciliar, tentando se reerguer profissionalmente e como pai. Quando Hope van Dyne (Evangeline Lilly) e Dr. Hank Pym (Michael Douglas) reaparecem na vida de Scott a fim de resgatar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer) a Vespa original que está presa no universo quântico há mais de 20 anos, em meio isso temos a presença de uma nova ameaça a essa equipe que é a Fantasma (Hannah John-Kamen).

Vespa e Homem formiga

A continuação acerta em cheio em se assumir como uma comédia de ação que lembra muitos os clássicos dos anos 90 que tanto vemos na sessão da tarde. Um outro ponto positivo é focar mais no drama familiar e no grupo em si e nas cenas de ação. A personagem da Evangeline Lilly é realmente quem mais recebe destaque e se estabelece como protagonista e a personagem dela também serve como uns momentos de seriedade em meios a tantos momentos engraçados durante o filme.

O roteiro é bem mais resolvido que o  primeiro filme, já que o mesmo teve uns problemas de produção quando Edgar Wright (“Em ritmo de fuga”) abandonou o projeto com ele já iniciado e agora temos Peyton Reed (dos ótimos Abaixo o amor e Sim Senhor) agora com total controle desde o  inicio da produção.

Fantasma a a quase vilã do filme

O roteiro é ágil e frenético com piadas a todo o momento e é nessa hora que o Paul Rudd brilha porque a veia cômica do ator é sensacional e mesmo que ele não seja o foco das cenas, as expressões e os trejeitos que ele traz ao personagem deixam o filme ainda mais engraçado (Guardadas a suas devidas proporções, ele tem o mesmo peso que Robert John Downey, Jr em Homem de Ferro). Vale a pena salientar também o maior destaque que o personagem de Michael Peña recebe e que simplesmente rende uma das cena mais hilárias de todo o filme (Senão a mais engraçada do universo da MCU).

Os efeitos especiais estão bem melhores que o primeiro filme, e na continuação temos até um aumento dessa brincadeira com as proporções dos objetos quando diminuídos ou aumentados e as cenas de ação (Principalmente da Vespa são muito bem coreografadas e executadas).

Homem Formiga e a Vespa ainda sim sofre em certos aspectos, mesmo sem ter a pretensão de ser um filme decisivo no universo da Marvel ele acaba sendo prejudicado por vir depois de dois estrondosos sucessos do estúdio (Pantera negra e Vingadores: Guerra Infinita) um com uma forte mensagem social que abriu os olhos de Hollywood e outro com um dos mais chocantes e audaciosos finais em filmes de heróis, que infelizmente deixará o filme esquecível em meio a tantos outros filmes do estúdio.

Vemos mais de o mundo Quântico.

Um outro aspecto que talvez se fosse trabalhado melhor teria tornado Homem Formiga e a Vespa mais relevante é a Vilã. Sobre vilã (ou a falta de um) Fantasma, personagem que tem uma origem diferente do que é apresentada no filme, era uma antagonista das histórias do Homem de Ferro nos quadrinhos e era um homem, o que foi uma jogada muito esperta por parte da equipe criativa e dos roteiristas, mas que foi muito mal trabalhada. Durante o filme vemos o potencial do personagem, as motivações são convincentes e o visual é fantástico, mas é abandonada no decorrer do filme. Talvez o que mais prejudique o filme é essa falta de um vilão, o que acaba limitando a história.

Evangeline Lilly a verdadeira protagonista.

Homem Formiga e a Vespa ainda sim é divertido e funciona como uma comédia pra se assistir com a família e com a galera, talvez tenha vindo em um momento difícil para os fãs que esperavam por alguma resposta aos eventos de Vingadores: Guerra Infinita, o filme até nos dá algumas dicas, mas a cena pós créditos que realmente deixam as coisas ainda mais inquietantes curiosos pela Capitã Marvel e o rumo de todos os heróis da nossa querida MCU.

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