Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Finalmente, depois de longa espera, estreou ”Homem-Aranha – De Volta ao Lar”. A Sony Pictures, detentora dos direitos do herói e de todo seu universo para o cinema, não aguentou a fraca arrecadação em bilheteria e as críticas negativas dos filmes do “Espetacular Homem-Aranha” e se rendeu ao sucesso do mundo cinematográfico da Marvel Studios, fazendo uma parceria que parecia impossível uns anos atrás.

Essa inédita parceria colocou o Amigão da Vizinhança no meio de uma disputa dos Vingadores em “Capitão América: Guerra Civil” (2016), e logo em seu filme solo, que com certeza trará muito dinheiro à Sony e poderá nos trazer outros filmes da franquia. E quem tem a ganhar somos nós!

O filme foi dirigido por Jon Watts, um diretor novato em Hollywood, com filmes pouco conhecidos do grande público no currículo, como “Clown” e “Cop Car”, e conquistou essa enorme oportunidade na carreira. E Watts não decepciona. O mesmo vale para Michael Giacchino, o compositor responsável pela trilha da produção. E que trilha! Ela já começa com uma bela versão do clássico tema do desenho animado de 1967 que toca junto à introdução do logo da Marvel Studios, já deixando a gente arrepiado. Além disso,  toda a trilha sonora original está muito bem encaixada no filme.

E depois de assistir “De Volta Ao Lar”, Tom Holland passa a ser (pra mim) “O Definitivo Homem-Aranha”. Sim, é assim que defino o novo Peter Parker/Homem-Aranha vivido pelo jovem ator de 21 anos – um Homem-Aranha que é mostrado de uma maneira que não estamos acostumados, tendo cenas hilárias tentando se pendurar com suas teias, em campo abertos durante uma cena de batalha, nos fazendo rir muito de como ele consegue dar seu jeito na situação, e outras onde ao tentar ajudar a vizinhança comete gafes sensacionais, enfim, um Homem-Aranha em formação, tanto em maturidade quanto no que diz respeito ao uso dos seus poderes e do seu uniforme.

Talvez essa visão jovial seja um ponto negativo pra alguns, já que os atores principais ainda vivem de sua puberdade, em uma temática por vezes infantil, mas que mostra bem o que os jovens dessa idade vivem de fato. Ali vemos quem é Peter Parker, um jovem agora com grandes responsabilidades, mas, ainda assim, um adolescente que ao mesmo tempo tem que esconder seus novos poderes, tentar viver como um garoto normal e concretizar o sonho de se tornar um Vingador.

E é aí que acontece a trama pessoal vivida pelo herói, em cima da imaturidade dele, mesmo não tendo tanta experiência, ele já se acha pronto para missões junto aos Vingadores – ledo engano! Como em toda boa história, ele precisará passar por provações e amadurecer o suficiente para poder usar seus poderes da forma mais responsável possível.

HOMEM ARANHA: DE VOLTA AO LAR

No meio disso tudo está Liz Allen (Laura Harrier), um amor platônico que o Cabeça de Teia não consegue conciliar com sua vida secreta, e por isso não consegue conquistar. Além dela, temos Ned Leeds (Jacob Batalon), o melhor amigo de Peter, que sem querer descobre sua identidade secreta e se torna aquele aliado que o ajuda nas suas missões. E completando o núcleo adolescente, estão Flash Tompson (Tony Revolori) aquele carinha chato da escola que só perturba, e a esquisitona Michelle (Zendaya) – essa dará muito o que falar! Mas essa história ficará para os próximos longas.

Já no núcleo adolescente, temos o retorno de Jon Favreau (diretor dos dois primeiro Homem de Ferro) como o motorista Happy, e claro a alardeada participação de Tony Stark/Homen de Ferro (Robert Downey Jr), que como foi mostrado em “Guerra Civil”, faz as vias de mentor para Peter. Antes de assistir ao longa fiquei com receio do novo filme do Aranha ser mais um filme do Homem de Ferro,  já que os trailers apontavam para essa direção. Mas, felizmente, eu estava errado, e as aparições do Tony Stark foram inseridas no roteiro de maneiras pontuais e precisas. Aqui o astro realmente é Peter Parker.

Uma coisa legal também é a abreviação do óbvio… Aquelas histórias de como aconteceu a morte do Tio Ben, de como ele adquiriu os poderes e outras coisas que todos nós já estamos cansados de saber, foram resumidas em apenas algumas frases. O filme também traz algumas referências bem bacanas da cultura pop, principalmente dos filmes da saga “Star Wars” e “Curtindo a Vida Adoidado”. Os fãs agradecem!

Agora, por último, mas não menos importante está o antagonista interpretado por (Micheal Keaton), que originalmente é um dono de uma empreiteira responsável pelo recolhimento dos estragos deixados na “batalha de Nova York” mostrada no primeiro filme dos Vingadores, mas que é colocado de lado por uma agência ligada a Tony Stark, e de posse de algumas “sobras” do que já tinha recuperados da batalha, entra para o mundo do crime vendendo armas com tecnologia alienígena.

Junte tudo isso e mais a já conhecida “fórmula Marvel”, e o que temos é um daqueles filmes obrigatórios para se assistir no cinema. “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” não é um filme pra dividir opiniões, é um filme pra se amar e esperar que a Sony Studios e a Marvel Studios tenham um casamento duradouro, pois hoje podemos respirar fundo e dizer, ELE voltou pra casa!

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