Crítica | Halloween (2018)

Pode ser remake ou refilmagem, mas nada se compara uma boa e velha continuação, ainda mais quando essa vem recheada de elementos originais, incluindo o próprio elenco, elas nos deixam um gosto de nostalgia na boca e aquela sensação de saudade, as continuações são sempre surpreendentemente mais aguardadas pelo público e é nesse ritmo que recebemos novamente Halloween em 2018.

40 anos após o primeiro filme e 20 anos após o H20, Jamie Lee Curtis volta a dar vida a Laurie Strode, personagem principal da franquia no primeiro filme, também tivemos novamente Nick Castle vivendo Michael Myers o ator deu vida ao personagem também no primeiro filme, esse reencontro muito aguardado desde Halloween – A Noite do Terror, tivemos também a trilha sonora clássica, o que completa e fecha esse arco de nostalgia que os fãs tanto adoram.

Em relação ao roteiro, podemos perceber o mesmo cheio de clichês que acercam esse tipo de produção, o andar clássico vagaroso do assassino também conhecido no original como The Shape (A Forma), as mortes repletas de violência e sangue, e decisões óbvias e duvidosas tomadas pelos personagens não diminuem a qualidade do filme, já que os fãs desse tipo de gênero sabem bem o que esperar.

Elenco feminino de Halloween

A película é uma sequência direta dos eventos de Halloween I, mostrando as consequências desses eventos na vida dos personagens, ignorando totalmente a sequência de filmes posteriores. Inicialmente temos Michael Myers preso após 40 anos dos assassinatos, sendo visitado por dois jornalistas interessados em sua história, sendo novamente apresentado a famosa máscara, onde notamos uma certa simbiose entre eles, podendo ver “A Forma” novamente ganhando vida, mas o espectador se engana quando acha que será mais um filme que tenta desvendar a psicose por trás da mente de Michael, e isso logo fica claro quando em uma guinada de filme, voltamos ao roteiro original vinculando vítima e assassino em uma só direção.

O filme passa rápido e ignora certas explicações a serem dadas, mas que em nada prejudicam a obra, porém ele tem um caráter inovador na franquia quando a presa passa a se tornar o caçador, isso mesmo, Laurie não é mais uma vítima indefesa, apesar de suas psicoses, ela sabe que o assassino voltará a encontra-la e espera prontamente sendo capaz de tudo para salvar sua família, que agora constituem em uma filha e uma neta, nesse ínterim temos direitos a várias referências ao filme clássico, inclusive uma invertida nos papeis de uma das cenas mais famosas, a que Michael cai da janela e ao desviar o olhar ele some, porém dessa vez isso é vivido por Laurie, o que levou boa parte do público ao delírio, ganhando até aplausos em algumas sessões.

Jamie Lee Curtis como Laurie Strode em Halloween.

Enfim temos após 40 anos um desfecho digno dos personagens da franquia original, recheado de elementos nostálgicos, que com certeza vão levar os fãs desse tipo de produção a apreciar essa continuação, sendo que esse se torna realmente o único filme do gênero a mostrar um final entre vítima e assassino original.

P.S.: Jamie Lee Curtis nunca esteve tão plena!

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