Crítica | Guardiões da Galáxia Vol. 2

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA HOOKED ON A FEELING, I’M HIGH ON BELIEVING ♫

Música: Blue SwedeHooked On A Feeling

 

Eu acho difícil falar de Guardiões da Galáxia Vol. 2 sem lembrar desta música marcante em seu trailer e deixar de sentir a sensação nostálgica de brincar com o passado e com o futuro como é feito no filme e cá estamos nós, a bordo de uma nave espacial com os heróis mais antiquados da galáxia responsáveis por esta incrível sensação.

O diretor James Gunn tem sido um excelente diretor, a meu ver, é o que mais consegue acertar a bola no gol, porque por mais que a Marvel esteja dando a ele uma liberdade bastante considerável, o diretor não se perde e nem extrapola em temas muitos humorados ou muito sérios e consegue entregar a dosagem perfeita do entretenimento cinematográfico.
Guardiões da Galáxia Vol. 2 seguiu um caminho um pouco diferente de seu antecessor – ao invés de conectar explicitamente o grupo atrapalhado de heróis com o futuro desfecho da fase 4 da Marvel em Vingadores: Guerra Infinita, o roteiro procura aprofundar mais nos sentimentos e pensamentos de seus personagens, explicando e nos dando mais detalhes de suas personalidades, mas, obviamente, ainda assim nos apresenta uma ponte importante de como será o conflito contra Thanos, tanto no decorrer do filme quanto em uma das cenas pós-créditos, porém da maneira que foi feito fluiu tão bem e natural, que este pequeno detalhe não causa um grande alvoroço no público que está assistindo. Talvez isso possa ser justificado também devido a quantidade de informações soltas em trailers, Spot TV e nos spoilers divulgados nas redes sociais.
A escolha da trilha sonora também não foi nada memorável assim como no primeiro filme. As músicas clássicas abordadas servem mais como um complemento da cena, como por exemplo quando Ego (Kurt Russell) usa músicas da infância de Peter (Chris Pratt) para expressar e demonstrar seus sentimentos como pai, ou então em momentos onde a própria trilha sonora serve como uma explicação do sentimento por trás da cena em silencio. A jogada é inteligente e ajuda a interligar o sentimento e empatia do telespectador com o do personagem no determinado momento, mas como já falado, não é algo que marca. Pra ser sincero, a música que citei lá no começo que é a do trailer, pra mim foi a que mais marcou, mesmo depois de eu ter assistido todo o filme.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 Marvel Disney

Como de costume, James consegue atribuir muito bem e diversificar a quantidade de seres que dividem a tela em Guardiões da Galáxia. A introdução de Sylvester Stallone (Stakar) e Pom Klementieff (Mantis) é genial, foi outra coisa realizada de uma forma tão natural, que não te choca ao vê-los pela primeira vez, mas dá uma sensação de que eles sempre estiveram ali, que sempre existiram na franquia. Stallone por mais que teve poucos momentos, deixa claro que quando ele retornar vai ter um belo de um show com todos os saqueadores reunidos e Pom casou-se perfeitamente com Drax (Dave Bautista) tendo momentos muito bons entre dois personagens de culturas e ensinamentos diferentes. Na verdade o filme todo trabalha em destacar e criar vários seres únicos pra mostrar tremenda biodiversidade deste universo e toda essa criação foi realizada graças ao trabalho da equipe de maquiagem, que realmente criou seres de outros planetas e não atores com maquiagem. Vale destacar também a ótima química criada entre os veteranos Rocket (Bradley Cooper), Groot (Vin Diesel) e Yondu (Michael Rooker) que foi de longe as melhores cenas de todo o longa.
Em relação ao primeiro filme, Guardiões da Galáxia Vol. 2 por ter abordado uma temática mais voltada para seus personagens, o roteiro em diversos momentos acaba caindo em um drama bobo e que desacelera o ritmo do filme, ficando assim estendido mais do que o necessário. É algo que aborrece, mas também é algo que os efeitos especiais conseguem deletar da sua mente rapidinho.
Guardiões da Galáxia Vol. 2 tem uma história bem simples, porém os personagens, os efeitos e toda esta façanha realizada em duas horas torna o filme bem acima da média.

Everson Oliveira
Fundador - CEO - Designer - Desenvolvedor Web, Designer e Fotógrafo nas horas vagas. Apaixonado por cinema, viciado em séries e colecionador de HQs.

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