Crítica | Em Ritmo de Fuga

O filme conta a história de Baby, um jovem rapaz que perdeu o pai e a mãe em um acidente de carro quando ainda era criança. Logo foi adotado por Joe, um senhor surdo, mudo e cadeirante. Baby acaba tornando-se viciado em músicas devido seu problema, em tudo que faz, ele está ouvindo seu IPod e para cada situação e humor, ele tem uma coletânea diferente.

Pouco se entende em um filme com muitos cortes, muitos solavancos de telas, mas Em Ritmo de Fuga dispensa todo esse “tabú”. Todas as cenas de ação são sublimemente bem feitas, bem capturadas e redondamente montadas, dispensando aquela sensação de velocidade e deixando as cenas falarem por si só.

Como já dito, o primeiro take mostra como será todo seu decorrer, apresentando o jovem e incrível motorista que Baby é. Claro, a comparação com Drive será sempre feita, porém, Em Ritmo de Fuga trata de uma temática mais jovial e uma abordagem mais solta.

Além das cenas, um dos pontos mais fortes da produção é a trilha sonora, com músicas extremamente elétricas, outras bem suaves e sedutoras, casando com a cena e a emoção passada. Outrora, pode se dizer que houve algumas falhas nos tons quando a sensação de drama e terror veio à tona, com uma música sensual de fundo. Entende-se que a intenção do diretor foi dar um pequeno alívio cômico, mas não funcionou muito bem.

Assim como a primeira cena do filme o 1° e 2° ato não deixam a desejar, mas a transição para o 3° acaba sendo um pouco estendida, alargando a história que já estava sendo preparada. Com isso, acaba tornando-se cansativo e pode tirar a atenção do telespectador, porém se a atenção for mantida, todo o desfecho será claro e limpo.

Kevin Spacey e Jamie Foxx entregam os personagens com maestria, encantando o telespectador. Ambos com mentes brilhantes, porém, um deles com uma impulsividade sem limites. Impulsidade essa que ocasiona o “bum!” do 3° ato.

Ansel Elgort sempre teve papéis de pouco destaque, sempre como o “bonzinho”, mas, agora, entregou uma excelente atuação como o protagonista, entregando todas as reações e emoções, até na hora de ser duro, o ator conseguiu mostrar que não é mais um garotinho.

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