Crítica | Dunkirk

O novo longa de Christopher Nolan narra a história dos soldados aliados que ficaram presos na cidade portuária da França, no ano de 1940, começo da 2° Guerra Mundial, mostrando o desespero e a fuga de volta para casa.

Como sempre, Nolan não deixou a desejar em mais um filme, uma produção de arte incrível, fotografia excelente e roteiro minuciosamente bem montado, descartando aquele típico uso de “flashbkacks”. O filme conta com uma cronologia alterada, um pouco de meio no começo, final no meio e início no fim, é o que mais encanta o telespectador, a forma em que a alteração dos acontecimentos muda, prende a atenção e você pensa “Aaah.. Então, por isso aconteceu aquilo”.

O roteiro dispensa grandes falas, diálogos longos e conversas sem sentido, basicamente tudo é resolvido visualmente, no céu e na água, com os navios e bombardeios aos soldados que estavam presos.

O protagonismo do filme está dividido entre oito atores, Fionn Whitehead, Mark RylanceTom Hardy, Harry StylesBarry KeoghanAneurin BarnardKenneth BranaghJack Lowden. Porém, os grandes destaques são Hardy, Whintehead e Styles que, durante todo o tempo, conseguem prender a visão e atenção do telespectador. Uma das grandes revelações foi a forma em que o ex-One Direciton interpretou algo que jamais imaginaríamos que aconteceria.

O 1° ato do filme é um pouco confuso, a apresentação dos personagens é feita de forma sútil, com ênfase nas expressões dos atores, as alianças feitas ao decorrer da trama são extremamente importante para o desfecho final.

O único erro, mesmo não sendo comprometedor, é a transição do 2° para o 3° ato, onde o filme usa de uma narrativa mais lenta, tornando a passagem mais longa do que o normal. Afinal de contas, estamos falando de um fato verídico, algo que realmente aconteceu, por isso a preocupação do diretor em ser totalmente fiel aos fatos, foi de extrema relevância para o filme, mas, ainda assim, não compromete o entendimento.

O esquema de cores muda logo no começo do 2° ato, com tonalidades mais sujas, empoeiradas, com uma saturação maior para tentar passar a impressão do quanto aquela época era um tempo de caos em todo o mundo.

Um evento isolado marca o começo do 3° ato, um míssil atingindo um certo grupo, mostra o quanto aqueles que se juntaram no começo do filme, foi crucial para a salvação de todos. Claro, logo muda, a guerra entra no coração dos homens e facilmente são corrompidos, deixando evidente que fariam tudo para sua sobrevivência, até mesmo matar um companheiro aliado.

A trilha sonora do filme ficou por conta do grande Hans Zimmer e digamos que, em quase todos os momentos, ela foi de suma importância para envolver o público e mostrar o quanto cada personagem tem sua luta pessoal para a voltar a casa.

O final do filme conta com uma grande ato de coragem dos habitantes ingleses, a casa vai até os soldados para ajudá-los a volta, resgatando um a um, todos os 335 mil soldados. Já pensou você sair da sua cômoda casa para ir à guerra ajudar seus semelhantes? Sim! A importância em mostrar o quanto o humano consegue ser extremamente mal, é retratada da melhor forma. Porém, a mesma importância em narrar a bondade que existe em cada um, também é mostrada de forma sublime.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Você não está conectado à internet