Crítica | Castle Rock (1ª Temporada)

Sem muito alarde Castle Rock chega ao fim depois de uma temporada tecnicamente muito bem executada, e pode ser que passe despercebida já que a plataforma de streaming onde ela é exibida o Hulu não é disponível no Brasil. A antologia dentro do universo de Stephen King se passa na cidade que dá o nome a série e acompanhamos história de Henry Deaver (André Holland) um advogado que volta a cidade natal depois de ser chamado pelo misterioso  jovem (Bill Skarsgård) que é encontrado na prisão de Shawshank após o último diretor cometer suicídio, e a trama se desenrola entre os dois personagens.

CONFIRA NOSSA PRIMEIRA IMPRESSÕES DE CASTLE ROCK!

Castle Rock.

Esse tipo de recurso narrativo é muito utilizado pelo autor onde um personagem se vê obrigado a voltar em um ambiente ou cidade natal onde aconteceu um grande trauma ou tem problemas mal resolvidos, aqui Henry Denver é é acusado por todos por supostamente ter tentado matar o pai após desaparecer na floresta quando criança.

Nos primeiros episódios fica clara a vontade dos criadores em estabelecer a atmosfera da série sem nos dar muita informação sobre o que está acontecendo, elementos sobrenaturais e pessoas com habilidades extraordinárias que são a marca do autor estão bem representadas na trama. E é exatamente essa escolha de valorizar a atmosfera que a torna a série arrastada em certos momentos já que a trama demora pra engatar, para os fãs talvez isso passe batido já que a todo momento surge alguma citação do universo do autor, seja na abertura, em um quadro ou histórias que ouvimos através de comentários de personagens secundários.

Castle Rock.

A abordagem sobre pontos de vista de uma mesma situação também são eficientes vale salientar o sétimo episódio que é extremamente bem escrito e dirigido, com um destaque em  especial para a Sissy Spacek que está excelente como Ruth Deaver sua personagem se sobressai de forma fenomenal na série, Bill Skarsgård chama a atenção e causa até certo incômodo quando está em cena pela sua atuação desconcertante. Temos também a personagem de Melanie Lynskey ( de “Two And a Half Men”) que se desenvolve de maneira satisfatória, e se mostra parte importante na trama como uma mulher também atormentada por fantasmas do passado.

O maior trunfo de Castle Rock é exatamente não escolher nenhuma obra do autor em específico para se escorar já que é clara a dificuldade que se tem em adaptar qualquer material de Stephen King (vide A Névoa, Torre Negra), e estabelecer a cidade como uma clara espécie de catalisador de tragédias e acontecimentos aterrorizantes foi uma ótima saída, já que a série será trabalhada como uma antologia.

Castle Rock.

Ao fim temos um uma citação clara a Torre negra e um final também referenciando o autor, já que o alguns arcos não são totalmente conclusivos, sobre os personagens principais de Holland e Skarsgård fica claro que seus tormentos que estão longe de terminar. Curioso pensar para que caminho a segunda temporada irá seguir para conseguir integrar e expandir esse vasto material que é o “Kingverse” sem cair novamente nesse molde de trama fragmentada que está se tornando batida nas séries de terror e mistério.

ANÚNCIO

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Você não está conectado à internet