O filme narra a história da pacata vida dos Mullins, um casal que, por uma fatalidade, perdem a filha Anabelle em um acidente de carro. Porém, acabam fazendo um “pacto” para poder ter mais uma vez sua pequena “Bee” ao seu lado.

Com isso, 12 anos se passam e o casal decide abrir sua casa como um abrigo a um grupo de crianças católicas. Uma freira e 6 jovens vão morar no novo orfanato concedido a elas. Porém, o grupo não imaginava o que as esperavam na nova casa.

Janice (Talitha Bateman) é a primeira a sentir o terror que tinha dentro daquele lugar e acaba sendo a mais atormentada pelo mal que continha ali. A jovem garota acaba sendo possuída pelo demônio e se distanciando de todo o resto do grupo. Também é mostrado mais um spin-off de Invocação do Mal, Valak.

Existem 3 pontos cruciais que ressaltam e deixam os erros em evidência, o terror, mal exploração da história que envolve o casal e alguns erros de lógica. Primeiro de tudo, o filme é classificado pelo gênero de terror, mas não contém nada disso. Claro, existem trilhas dos jumpscares, onde o silêncio domina e em seguida o susto chega.

A história que envolve o casal foi extremamente mal explorada, ali continha uma vasta opção para contar o drama do casal em superar a morte de sua filha e o que os motivou em fazer o que fizeram.

E, por ultimo, mas não menos importante: Erros de lógica. Existem cenas em que os gritos poderiam evitar certos “incidentes”, assim como as luzes e os personagens insistirem em explorar o local no escuro. Com isso, o público pode esperar mais do mesmo.

O ínicio do 1° ato é marcado por um acidente extremamente chocante, um pequeno detalhe leva ao atropelamento de um pobre criança, um pneu furado foi o suficiente para o caos começar.

O 2° ato é marcado pela aparição do espírito de Anabelle, o qual não é bem a simples criança que havia deixado os pais antes de sua hora. O diretor não quis poupar o telespectador e deixou claro que realmente havia uma entidade das trevas, que estava decidido acabar com tudo que estivesse em seu caminho.

Durante todo o desenrolar da história, o público pensa em como a boneca Anabelle consegue ser tão assustadora, mesmo sem dizer uma única palavra, sem ter movimentos repentinos ou até expressões diferentes.

O grande marco do 3° ato é a forma em que o demônio se revela, sem medo algum de represálias, sem medo de se combatido, ele simplesmente se solta de dentro de uma pessoa tão pequena e, em segundos, toma sua forma real e destrói o casal que lhe libertou e autorizou sua vinda ao plano dos vivos.

Por vários momentos você se pega olhando o escuro ao redor e atrás dos personagens, esperando ver a silhueta do demônio que ali estava preso. Agora digo, em especial, uma cena em que Linda (Lulu Wilson) está escondida em baixo da escada e se você focar sua atenção para alto, verá algo extremamente aterrorizante.

Em todos os momentos você se pergunta: “Por que elas não ligam para igreja ou para a polícia?” Sim! Isso é um dos vários erros de lógica, porém não tão lembrado. A freira Charlotte (Stephanie Sigman) não sente nada, não vê nada e nem se presta a nada, mesmo depois de um “acidente” ocorrido. Acidente esse que deixou uma das personagens paralítica.

Porém, se você pensa em ver um filme do gênero que contém aquele alívio cômico, aquela leveza entre os atos, para amenizar a tensão do telespectador, você errou. Aqui a tensão é do começo até o fim. Você não se sente aliviado em ver o medo e terror em que as jovens garotas passam em tentar fugir daquele lugar.

O final é um evento fora à parte. Um grande plot vos aguarda. E se você não viu o primeiro filme, veja antes de assistir essa continuação, pois nesse final, sua mente irá sacudir com muita força.

REVER GERAL
Nota
8
Não adentre a boa noite apenas com ternura. Fúria, fúria contra a luz que já não fúlgura.

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