Crítica | A Maldição da Residência Hill

Casas mal assombradas sempre foram um assunto recorrente no mundo do cinema e agora com essa popularização das séries de terror ( Castle Rock e American Horror Story) nada mais natural que uma releitura do clássico de Shirley Jackson “Assombração da casa da colina” (Lançado pela Editora Suma ) que é um dos maiores clássicos literários nesse contexto, e assim somos apresentados A Maldição da Residência Hill.

Mansão Hill.

Dirigido por Mike Flanagan (Jogo Perigoso) A Maldição da Residência Hill tem pouquíssimas similaridades com o livro, na série somos apresentados ao casal Crain  e seus cinco filhos que se mudam pra casa mal assombrada. A história é contado em duas linhas temporais, uma nos anos 90 onde conta a experiência das crianças e do casal vivendo na Residência Hill e outra nos dias atuais onde vemos como cada um foi afetado pelos acontecimentos na casa até a vida adulta.

O roteiro opta por dedicar os primeiros episódios na introdução e estudo de cada um dos filhos do Casal Crain, e isso funciona muito bem pra narrativa da série, de modo que entendemos qual a relação de cada um com a casa, e de como  definiu e interfere na vida adulta, causando traumas em cada um deles. As tramas se encontram o tempo todo, fazendo assim que a nossa percepção de cada um também mude cada vez que um ponto de vista nos é apresentado, e isso torna uma narrativa que poderia ser cansativa em algo genial. Mesmo que a partir do sétimo episódio a série perca um pouco desse encanto, não a torna desinteressante pois já criamos um vínculo com cada um dos personagens.

Elenco infantil de A Maldição da Resindência Hill.

Interessante notar como a direção de Flanagan é precisa e ele mostra certo domínio na construção de suspense e terror, muito se deve a sua experiencia nos generos ( ele participou de Ouija: origem do mal e Hush: A morte ouve) foi definitivo para que a Maldição da Residência Hill fosse tão promissora e bem filmada, é perceptível o capricho da série, seja na fotografia que é impecável, os movimentos de câmera e principalmente as transições de cena entre as passagens de tempo que  são sempre muito criativas. Isso no sexto episódio se torna mais claro onde temos vários planos sequências de até 15 minutos o que o torna um episódio excepcional que chama atenção pela complexidade da mise-en-scène. O design de produção e cenários são um show à parte, a casa é retratada a todo momento como se fosse um ser vivo, a todo momento é possível ver detalhes minuciosos da produção.

Elenco principal.

Apesar de uma premissa clichê a narrativa e a direção de A Maldição da Residência Hill enriquece e traz certa originalidade para produção, que  é acima de tudo um drama familiar que usa do suspense e também muito o terror psicológico para discutir os problemas familiares. Por enquanto a série não tem uma segunda temporada confirmada mas devido ao seu grande sucesso não seria uma surpresa se a Netflix a fizesse.

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