Crítica | A Babá

Cada vez mais as produções originais Netflix mostram a diversidade da rede de streaming, e graças à isso podemos sempre esperar produções no mínimo sem limites para serem feitas e isso se enquadra no gênero do terror, que muitas vezes não utilizam uma violência gráfica que os diretores desejam por pressão dos estúdios.

Em A Babá vemos justamente essa liberdade criativa, por ser um filme com altas doses de sangue, violência e humor negro, a melhor escolha foi lançar pela plataforma da Netflix. Com a direção do famoso McG, produtor responsável pelas séries Supernatural, Nikita, The O.C. e Chuck só para citar algumas, o filme tem um teor bem descompromissado e um roteiro previsível, mas vale a diversão.

No primeiro momento já somos apresentados à Cole (o novato Judah Lewis), um jovem de 12 anos que sofre bullying na escola por ainda ter uma babá quando seus pais não estão em casa, uma bela babá por sinal, apresentada logo em seguida, Bee vivida por Samara Weaving.

O que vemos a partir daí são situações com uma comédia bem explorada pelo relacionamento de Cole com Bee, várias referências a cultura pop e aos filmes mais clássicos da ficção, com vários pequenos inserts na tela durante as conversas dos dois, todo o cenário muda rapidamente no momento em que Cole descobre durante a noite que sua bela babá é na verdade a líder de um culto satânico.

Daí pra frente, o filme toma um caminho slasher e a noite de Cole se transforma em um banho de sangue descontrolado, porém todo esse gore vistos nas mortes nesses momentos do filme são exageradamente bem executadas pela equipe de produção, por mais absurdas que sejam algumas delas, mesmo lembrando um pouco o que tivemos nos antigos Esqueceram de Mim, aqui as armadilhas são mais eficazes e Cole também está longe de ser uma vítima histérica, assume que está em perigo e irá lutar contra isso.

No geral é um bom filme, com aquela aura anos 80 presente em muitos momentos, conta com bons efeitos práticos, muito sangue, e piadas bem colocadas aqui e ali, não que todas sejam boas, mas se o filme tivesse mais cenas entre a relação de Bee e Cole fosse mais explorada teríamos uma nota maior. Vale a diversão!

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