Crítica | A Autópsia

Os últimos anos tivemos uma ótima safra de filmes de terror/suspense, iniciando em Invocação do mal 1 e 2, Águas Rasas, A Bruxa, O Homem nas trevas, o recente Corra! (Get out) chega finalmente ao Brasil A Autópsia.

Anunciado desde o ano passado e já tendo estreado nos Estados Unidos em setembro de 2016 e nos meses seguintes pela Europa, estreou por aqui no início de maio. Com uma premissa simples (mas um ótimo trailer), prestes a encerrar o expediente a chegada de um corpo não identificado ao necrotério trazido pelo xerife e estranhos acontecimentos começam logo após sua chegada no necrotério da família Tilden.

Terceiro longa-metragem do diretor André Øvredal, também responsável por O Caçador de Troll, o que o diretor nos transporta aqui é para exatamente dentro de uma sala de necrópsia, notamos a naturalidade do experiente Tommy Tilden (Brian Cox como sempre não decepciona) e a também tranquilidade de seu filho Austin (vivido por Emile Hirsch) que mostra que a família faz isso a gerações.

Competentemente em cena os dois têm uma química que torna tudo muito crível e angustiante em muitos momentos, claustrofóbico desde os primeiros minutos, com poucos cenários, pois praticamente todo o filme acontece dentro do local da autópsia.

Cada descoberta feita e cada fato estranho que acontece após elas nos deixam mais curiosos e mais tensos, mas com aquela vontade de sair correndo e largar tudo lá. Toda a fotografia muito bem executada e com closes que irão incomodar os menos preparados, os sons muito bem colocados para causar aquele arrepio só de escutar uma chuva e um insistente rádio com um tom assustador na música.

O único “senão” da obra foi um epílogo completamente desnecessário e algumas decisões de roteiro para amarrar o final. A autópsia é do jeito que um filme de terror deve ser, misterioso, tenso e com aquele clima sufocante.

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