Castle Rock | Primeiras impressões

Castle Rock chega ao serviço de streaming Hulu para provar definitivamente que estão investindo pesado em suas produções originais, além de ser a dona da série dramática de maior sucesso de 2017 e 2018 (The Handmaid’s Tale), o serviço conta no catálogo produções como “Runaways” (Marvel Studios), “The Path”, “Chance”, “Dimension 404” e a série de “Hitman” que está em produção.

E Castle Rock chega, além preencher o hiato deixado por The Handmaid’s Tale, também com uma expectativa gigantesca pois trata se de uma produção em parceria de Stephen King (It: a coisa) e J.J Abrams (Star Wars: Despertar da Força). A série é baseada em uma cidade fictícia no estado americano de Maine onde se passa vários thrillers e contos do autor, a sua primeira vez em ‘‘A Zona Morta’’, além de vários outros como “Cão Raivoso” (1981), “O Corpo” (1982), “O Caminhão do Tio Otto” (1983), “O Atalho da Sra. Todd” (1984), “A Metade Negra” (1989), “O Cão da Polaroid” (1990), “Trocas Macabras” (1993). A ideia do serviço de Streaming é que em algum momento apareçam personagens conhecidos das obras de Stephen King.

Penitenciária Estadual Shawshank.

A primeira temporada terá no total de 10 episódios, criada pela dupla Sam Shaw e Dustin Thomason, começa de um jeito chocante, quando o diretor (Terry O’Quinn, de LOST) da Penitenciária Estadual Shawshank (Um Sonho de Liberdade) comete suicídio em circunstâncias misteriosas e cabe a uma nova diretora (Ann Cusack) tomar as rédeas do lugar. A situação se complica quando em uma ala desativada da Penitenciária é encontrado um misterioso jovem sem identidade (Bill Skarsgård, de It: A coisa). Paralelamente conhecemos também Henry Deaver (André Holland) um advogado frustrado que se vê obrigado a voltar a sua cidade natal, Castle Rock após uma ligação anônima.

Elenco principal André Holland, Bill Skarsgård, Sissy Spacek, Scott Glenn, Jane Levy e Melanie Lynskey.

Como qualquer série que é produzida por J.J. Abrams, os episódios não nos apresentam nada de concreto sobre a trama principal, o roteiro se preocupa mais em nos situar o tempo todo sobre o clima da série e sobre como as pessoas que vivem são influenciadas por algo em Castle Rock. De forma bem lenta vamos conhecendo os personagens entre alguns flashbacks. Apesar de um ótimo primeiro episódio, a série perde o fôlego ao tentar trabalhar algumas tramas paralelas que são desinteressantes.

O personagem de André Holland tenta segurar a série como protagonista e até convence em alguns momentos. Temos a volta também de Melanie Lynskey (mais conhecida pelo seu papel em “Two And a Half Men”), como uma personagem viciada, mas que até aqui parece uma escalação equivocada para a série. Alguns personagens interessantes como o Noel Fisher (Shameless) e Jane Levy (O Homem Nas Trevas, a personagem dela é um dos melhores easter eggs até aqui), apesar de pouco tempo em tela chamam atenção. Temos também Bill Skarsgård que apesar de parecer o centro de tudo quase não tem falas, mas que consegue nos deixar desconfortáveis quando aparece na série.

Bill Skarsgård é um dos grandes mistérios da série.

Tecnicamente a série é fantástica, há muito uso de câmeras em travelling e uns takes mais longos, e o os ângulos das câmeras são bem interessantes, a fotografia é linda nos fazendo acreditar que a cidade de Castle Rock é um personagem também. É perceptível todo o cuidado e  requinte da série pra conseguir (Com êxito) passar muito bem esse tom que o Stephen King descreve nos livros.

André Holland e Jane Levy.

A série é um acima de tudo uma grande homenagem ao “Kingverse”, feito principalmente para os fãs e nesses 3 primeiros episódios há pequenos easter eggs das obras do autor, seja a participação de Sissy Spacek, a Carrie, de ‘Carrie, a Estranha’, ou o próprio Bill Skarsgård, do remake de ‘It: A Coisa’,  citações a “O Iluminado”, “Tempestade do Século”, “Um Sonho De Liberdade” e “ À Espera de Um Milagre”. Uma coisa que se tem certeza é que a série ainda vai chamar muito a atenção e se mostra promissora no quanto se propõe a trabalhar o terror, agora é torcer para que os roteiristas não se percam nesse vasto mundo do Stephen King.

Assista ao trailer:

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