Finalmente chegou nas telonas o tão esperado filme da Marvel, que reune seus dois maiores pesos pesados. Thor Ragnarok teve sua estréia nas terras BR no dia 26 de Outubro e carregou uma legião de fãs para os cinemas. Esse terceiro filme produzido pela Marvel Studios, contou com a direção do cômico diretor Taika Waititi e apostou numa nova abordagem para o Deus asgardiano.

Além de contar com seu elenco tradicional, não mudando drasticamente nenhum personagem apresentado anteriormente, o filme traz alguns novos personagens que é um verdadeiro timaço de bons atores. A antagonista principal de Thor (Chris Hemsworth) é a clássica e poderosa Hela, interpretada pela talentosa atriz Cate Blanchett. O elenco conta também com Bruce Banner (Mark Rufalo), Grão Mestre (Jeff Goldblum), Valquiria (Tessa Thompson) e uma pequena participação, mas não menos importante de Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch), entre outros.

Ao passo do próprio título, Ragnarok é o apocalipse asgardiano anunciado há muito tempo nas escrituras (clique aqui, e conheça um pouco mais). O papel do Deus do Trovão, assim como sempre abordado nos filmes anteriores, é proteger não apenas Asgard, mas também os Nove Reinos. Depois dos acontecimentos de Vingadores – Era de Ultron, Thor foi ao espaço em busca de respostas para suas visões, e saber um pouco mais sobre as Jóias do infinito. Sua busca resulta no inicio do filme, onde dali em diante começa a ganhar forma a profecia do Ragnarok. Para não estragar sua experiência, não iremos revelar os detalhes de inicio. O que o fã precisa saber para se situar melhor, é que o filme tomou como base duas grandes HQs que são, Thor – Ragnarok e Planeta Hulk. 

THOR - RAGNAROK - MUNDO HYPE

No momento em que Hela é apresentada, o impacto é gigantesco. Seu surgimento é algo que já abala o psicológico e deixa incerto tudo que sabíamos sobre a história de Odin, Thor e Loki. A relação de Thor com sua própria história sempre foi algo conturbado. Talvez esse seja um momento no filme que mais se usa da dramaticidade que merece. (Mas não se engane, esses momentos são extremamente raros, pois o humor é algo constante e incessante durante o filme).

Após um acidente, Thor acaba por cair no planeta arena conhecido como Saakar. E lá acompanhamos o desenvolvimento dessas duas bases do filme. Agora Thor precisa sobreviver a Saakar e seu inesperado campeão, pra que possa salvar sua Asgard do tão temido Ragnarok. 


O filme tem a capacidade de despertar dois sentimentos diferentes. Talvez pra você fã de quadrinhos, que espera ver todo arco dramático do Ragnarok das HQs representados na telona, ou espera ver o Gigante Esmeralda e sua saga para libertar Saakar se desenvolver durante o filme, calma. Tudo foi apresentado, mas sem esse tom sério e dramático. Logo de inicio o primeiro sentimento que desperta é: “Nossa, estão tratando algo sério como um grande pastelão”.

Assista ao filme, esperando de fato um filme Marvel.  Entre no clima e aproveite o que o diretor tem a oferecer

A frustração por ver algo grandioso ser tratado tão banalmente, é recorrente, então, não espere adaptações com tons fiéis. O Ragnarok está lá, o Planeta Hulk está lá, mas do jeito que a Marvel Studios sempre faz, um filme para toda família, não apenas os fãs.

Thor foi se desenvolvendo após Vingadores – The Avengers, com um tom cômico que agradou mais do que seu primeiro filme solo. Por entender como o personagem ganhou seus fãs nas telonas, e ver como o ator tem o timing perfeito para comédia, a Marvel decidiu investir todas as fichas nesse estilo e chamou Taika para dirigir.

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Alguns personagens como Odin, Hela e Valquíria não se entregam para comédia, carregando nas costas um pouco da seriedade que é necessário para desenvolver a história. Por outro lado, Thor se torna o cara mais divertido do mundo, ou dos mundos. Suas sacadas, suas piadas, seus pensamentos e ações são todos jogados na tela, mas não como piadas de mal gosto ou piadas apelativas, são mais como uma sitcom interplanetária. Por mais que o filme seja bombardeado de piadas, recheado de humor a quase todo momento, as piadas tem um tempo certo de amostragem, são apresentadas onde devem e retiradas onde não teriam espaço. Diferente de algumas apresentadas por exemplo em Dr. Estranho e Vingadores – Era de Ultron.

Talvez esse tenha sido o filme que melhor apresentou o que realmente interessa na saga de Thor, que é sua evolução e abordagem. Como ele se comporta com a perda de seu martelo (não é spoiler, já foi mostrado no trailer) e de fato se reconhecer como um Deus do Trovão. Em um dos trechos que melhor representa isso, Odin fala ao filho: – Você não é reconhecido como o Deus dos Martelos.

Uma mensagem clara em meio a toda essa grande comédia, de que Thor não precisaria de um Martelo para saber que é capaz e digno de salvar seu povo. A ascensão de Thor é tão interessante, quando de seu “amigo” Hulk. O Gigante Esmeralda desde Vingadores – Era de Ultron está ausente, e finalmente encontrou um planeta onde é de fato reconhecido como um grande guerreiro e não como um mostro furioso. A diferença é que Saakar é um grade aterro de coisas perdidas e não deve ser tratado como um planeta.

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Pontos Positivos

É um filme que se leva a sério a sua maneira, trazendo uma leveza que não deveria, mas que se encaixa muito bem. As lutas e efeitos especiais são muito diferentes do que já foi mostrado anteriormente, e mostra que a Marvel Studios, vive a reciclar suas características, inovando onde acreditamos não ter mais para onde ir.

Os diálogos entre Thor e Loki são magistralmente engraçados, tirando um pouco da carga de desconfiança que existia entre os dois. (mas tem ponto negativo nisso também, falaremos mais adiante). O filme todo faz uma linda homenagem a Jack Kirby e suas cores, além de referencias ao saudoso quadrinista, apresenta vários e vários easter eggs não apenas de outros filmes, mas também dos quadrinhos, como uma cena muito rápida onde mostra um estatua de Bill Raio Beta, um dialogo sobre  Thor – O Sapo do Trovão e algumas outras estatuas dos Eternos.

Um filme extremamente colorido que combina demais com o tom de humor, talvez se tivesse uma paleta de cores mais escuras, como Thor – O Mundo Sombrio, não combinaria com a proposta de agora. Por fim, o grande e esperado momento do filme, é de fato a apresentação do verdadeiro Deus do Trovão, mas isso não comentaremos para não tirar sua experiência durante o filme. Caso tenha assistido, você entende o que quero dizer.

(Spoiler) Existem referências clássicas da Mitologia Nórdica (óbvio), mas me arrisco a dizer que até além disso, como algo também Bíblico, como em um dos momentos que Heimdall foge junto a população de Asgard, nos faz lembrar a fuga de Moisés e os escravos dos fariseus ante o mar vermelho. (Mas isso é um piração minha, e muitos podem não concordar) Fim do Spoiler.

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Pontos Negativos

Como sempre a Marvel erra a mão em seus vilões. Hela não fugiu do apagado tomo que ganhou durante o filme. Suas motivações eram plausíveis, seu poder era incrível, mas mesmo assim a personagem não teve o tempo de tela para se desenvolver melhor, fazendo com que sua motivação fosse algo curto e breve. Assim como a de Ultron no segundo filme dos Vingadores. Faltou tempo para se criar um pouco mais de empatia pela personagem. Sem contar que Surtur que foi muito mal aproveitado, devido e esse estreitamento. Um grande vilão desperdiçado.

Loki foi claramente utilizado por tudo que ele representa aos fãs da Marvel Studios. No clássico Ragnarok, o vilão tem um papel importantíssimo para a derrocada asgardiana, mas no filme não passou de um semi-ajudante de Thor. Por mais divertido que seja ver os dois contracenando, Loki merecia um naco maior de vilania. Hoje fica dificil entender se ele é vilão, herói ou apenas se preocupa com sua sobrevivência. O complicado é pensar que um dos poucos vilões que a Marvel Studios acertou, ela está transformando em mocinho para trazer mais fãs ao cinema. O problema é que as vezes esquecemos, que a Marvel é uma empresa que acima de qualquer produção, ela visa lucros, e esse sim, manda no jogo.

Por fim, claramente o filme deveria e não deveria ter abordado Planeta Hulk (que era o sonho de todo leitor de quadrinhos, ver um filme solo do Hulk, sobrevivendo a Saakar e enfrentando o Rei Vermelho). Por outro lado, talvez se tornassem muito previsíveis as adaptações separadas de ambos os quadrinhos. Ao fim, não foi um filme ruim, apenas queimou algumas fichas que agora sabemos que nunca voltarão as telonas e ao mesmo tempo deixou um gosto de quero ver mais disso.

Mesmo com tudo que possa incomodar, é um filme bom, bem escrito, bem dirigido, com uma trilha sonora bacana, que combina com o que está acontecendo (Immigrant Song – Led Zeppelin, clique aqui). E além de tudo o que não podemos esquecer, é que deixa um grande gancho para Vingadores – Guerra Infinita. É obrigatório que o telespectador tenha assistido os filmes anteriores da Marvel, para entender todas as referências e piadas apresentadas em Thor Ragnarok. Com certeza esse foi o melhor filme de Thor, mas ainda, não o melhor filme da Marvel Studios!


E você já assistiu Thor Ragnarok?

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REVER GERAL
Nota
9
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Nunca ri tanto no cinema!

Admin – Leitor compulsivo, bebedor de café e entusiasta quando se trata de leitura. Técnico em Marketing por formação e Locutor por paixão.
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