Crítica | The Boys – 1ª temporada

The Boys é uma série disponível na Amazon Prime. A história da série é baseada nos quadrinhos de mesmo nome, criada por Garth Ennis e Darick Robertson. A série  foi desenvolvida por Eric Kripke, segue a equipe de justiceiros de mesmo nome que luta contra os Supers, indivíduos superpoderosos que abusam de suas habilidades. Existem diferenças entre a série e os quadrinhos, mas não vou comentar sobre isso aqui no momento.

SinopseEm The Boys, quando a fama sobe à cabeça, alguns super-heróis passam a se corromper e usar seu status para se promoverem ainda mais, o que pode colocar em risco a própria população. Uma equipe da CIA foi, então, preparada para cuidar do caso. Conhecidos como “Os Meninos”, os agentes têm a missão de vigiar o trabalho dessas personalidades, assim como controlar o surgimento de novos heróis.

Supers

Eu acabei essa primeira temporada estarrecida com os rumos que a trama tomou no final.

Estamos tão acostumados a assistir super heróis e justiceiros nas telas do cinema e dos nossos dispositivos que, caso um apareça na vida real, não seria difícil de ser adorado por todos. The Boys vem nessa linha de super heróis, mas mostra que essa imaginação a qual estamos tão acostumados a ver pode ser extremamente perigosa, pois, o que podem fazer seres humanos com poderes e praticamente indestrutíveis?

Hughie (Jack Quaid) é o personagem principal e quem move a série. Ele, logo no inicio, perde a namorada para o Trem-bala (Jessie Usher), sendo que ela foi desintegrada ao ser atropelada pelo super. A empresa Vought tenta comprar o silêncio de Hughie sobre a morte da namorada, mas ele está inconformado e é procurado por Butcher (Karl Urban) e termina em uma trama que pretende combater os abusos dos super e a impunidade que os permeiam.

E acreditem, os super heróis da série não são bonzinhos como vemos em histórias comuns da Marvel e da DC. Eles são humanos, e, como tal, são falíveis. E essas falhas me fazem pensar se realmente seria seguro para a humanidade existir pessoas com poderes sobrehumanos. E o mais perigoso de todos é o líder dos sete, Homelander/Capitão Pátria (Antony Starr). Se existe um ser ruim nessa série, não chega aos pés desse cara.

Hughie, ainda tomado pelo luto, acaba conhecendo Annie/Starlight (Erin Moriarty), uma nova super heroína, em um banco de praça, quando ela sai para tentar compreender a nova vida de super heroína, as pessoas com que deveria conviver e como o trabalho era bem diferente do que ela imaginou desde criança.

Capitão Pátria

A primeira temporada trata de tantos assuntos que é até difícil numerar:

  • Temos o jogo corporativo da empresa Vought e o governo americanos para que os super heróis sejam considerados parte da defesa americana, ao lado do exército;
  • Temos Butcher e Hughie lutando contra os super herois e tentando superar o luto, enquanto buscam meios de derrubar a empresa através do FBI;
  • Temos a questão dos super heróis com suas próprias identidades: Rainha Maeve se afastando de quem ama para se proteger, Trem-bala sendo um babaca como já foi, só que com a própria namorada, Starlight/Annie tentando se ajustar, Deep/Profundo (Chace Crawford) sofrendo no pele as consequências de seus atos);
  • Temos abordado (superficialmente) a questão de abuso de poder e sexual.

Quando comecei a assistir, não sabia e não esperava tantos desdobramentos da série, e até mesmo, ao extrapolarmos para a vida real, vemos que muitas das situações que ali foram representadas acontecem na nossa vida ou ao nosso redor.

The Boys é uma série adulta que traz um novo olhar sobre super humanos, que sabe explorar sua classificação indicativa não apenas com palavrões e violência gráfica (tem bastante sangue), mas também consegue tocar em assuntos mais delicados sem perder o foco. Alguns assuntos eu esperava que fossem mais aprofundados, como o abuso de Annie, mas o outro lado da moeda de Annie que gostei é que ela não se tornou forte pelo abuso, como muitas histórias contam, ela já era forte, e reagiu como uma pessoa normal à situação, ainda que ela seja uma super. Outra coisa que queria que fosse mais trabalhada era os outros componente dos Sete, principalmente a Rainha Maeve  (Dominique McElligott) e Black Noir (Nathan Mitchell).

Um ponto que preciso destacar é o núcleo do Butcher e Hughie, que também é composto por Milk (Laz Alonso) e Francês (Tomer Kapon). Eles são um grupo completamente desajustado, cada um com interesses e conhecimentos diferentes, mas que conseguem, às vezes, trabalhar juntos. Milk e Francês já trabalharam antes com Butcher e já conhecem o estilo de trabalho de Butcher, mas Hughie é a visão do telespectador no meio daquela loucura, tentando se ajustar a uma nova vida bem mais perigosa do que um dia já imaginou.

No final da primeira temporada eu só tive uma certeza: Todo mundo é manipulado, inclusive quem assiste, ou mesmo aquele que acredita que está manipulando. Todo mundo é culpado.

The Boys é uma série adulta sobre super heróis, que nos faz questionar quem são os verdadeiros vilões em uma sociedade com super heróis, que consegue fazer divertir e refletir. A segunda temporada ainda não terminou, e está sendo disponibilizada um episódio por semana na Amazon Prime.

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