Crítica – Jane The Virgin

Em 2014, quando a Fall Season começou e novas séries começaram a surgir, a sinopse de Jane The virgin me chamou atenção e eu resolvi assistir. Garanto para vocês que não me arrependi em nenhum minuto.

Se você gosta de séries com uma boa comédia, essa é uma grande pedida. Transmitida pela The CW desde 13 de outubro de 2014, a série é inspirada em uma novela venezuelana chamada Juana la Virgen, o seriado está atualmente em sua segunda temporada e já foi renovada para uma terceira.

Pela sinopse da série, não tem como ficar no mínimo curioso sobre ela: Quando Jane era uma garotinha, sua avó a convenceu de duas coisas:
novelas são a mais alta forma de entretenimento e mulheres devem
proteger suas virgindades de qualquer maneira. Agora, com 23 anos, a
vida de Jane de repente se tornou tão dramática e complicada como uma
novela que ela sempre amou, já que uma série de eventos surpreendentes e
inesperados faz com que ela seja inseminada artificialmente.

Jane está em seu último ano de faculdade, com a paixão pelas novelas e romance, ela sonha em ser escritora, vive com sua avó Alba e sua mãe Xiomara e namora um jovem policial, Michael. Xiomara teve Jane quando era adolescente e sem a presença do pai, o que deixou Alba traumatizada, com medo da neta ir pelo mesmo caminho da mãe, faz Jane prometer que só perderia sua virgindade depois de casada, alegando que era seu bem mais precioso. Jane sempre foi muito atenciosa com sua família e segue fielmente a promessa que fez para a vó, mas inesperadamente quando ela vai fazer um exame ginecológico de rotina, a médica acaba inseminando Jane acidentalmente no lugar de Petra. Jane acaba grávida de Rafael, um rapaz rico, herdeiro de um grande Hotel, marido de Petra e irmão de Luíza, a médica que faz a inseminação.

A família de Jane é muito apegada em telenovelas e Alba gosta muito de um ator chamado Rogelio DeLavega, que no final das contas é o pai de Jane. Xiomara e ele tiveram um romance quando estavam na escola e Rogelio não sabia que tinha uma filha. Ele é excêntrico, super carismático e a maior parte das cenas engraçadas surgem dele.

A série consegue brincar com todos os
clichês previsíveis das telenovelas, mas em nenhum momento vira
uma paródia, fica arrogante ou até mesmo trata seu espectador de
forma condescendente. Tudo é muito divertido e despretensioso, mas não
podemos nos enganar, Jane é uma personagem forte, é uma mulher corajosa, que enfrenta com bravura as adversidades.

O mais interessante na série é que diferente do que ela pode fazer você pensar, o romance não é o grande foco dela, o seriado fala sobre família, Jane, Xiomara e Alba. São três gerações de
mulheres latinas com perspectivas completamente distintas sobre a vida,
mas que, ainda assim, se respeitam e se amam. É uma história sobre
ancestralidade, sobre raízes. Depois com a inclusão de Rogelio na vida delas, a aproximação dele com a filha e com Xiomara, mostrando que mesmo separados por tanto tempo e sem sequer se conhecerem, eles conseguem se amar mais a cada dia que passa.

Pra finalizar, vou deixar o trailer para vocês entenderem um pouquinho sobre tudo o que eu falei sobre a série. Se você está a procura de uma boa comédia até com uma pitadinha de suspense, não deixe de assistir Jane The Virgin.