Crítica | Os Fugitivos (Marvel’s Runaways)

Super heróis na TV já deram o que tinham que dar? Calma, dá uma chance pra Marvel's Runaway.

Depois de descobrir a dura verdade sobre seus pais, um grupo de seis amigos improváveis e com poderes extraordinários se vê na obrigação de agir contra seus mais novos inimigos.

Antes de mais nada preciso confessar que não li, na vida, nenhuma HQ de The Runaways (ainda). O que isso quer dizer? O que você vai ler aqui é dedicado, única e exclusivamente, ao conteúdo de áudio visual.

A série é baseada nas HQs de mesmo nome, criada em 2003 por Brian K. Vaughan. Produção de Josh Schwartz e Stephanie Savage para o Hulu, é situada no MCU, compartilhando o universo com o cinema (o que é maravilhoso e já tava na hora). Curioso é que um filme foi planejado em meados de 2008 e foi parar na gaveta por causa do sucesso de Avengers. Em 2016 o Hulu encomendou um piloto baseado no filme e na HQ e bom, estamos aqui.

Com um grupo de amigos naquela idade maravilhosa dos 16/17 anos, a série rola em torno dessa relação que ruiu por um motivo (que eu vou deixar para você descobrir) e a revelação de que dormem, ao lado – literalmente, do inimigo. Com conflitos comuns aos adolescentes, o grupo se vê unido novamente e além de tudo isso, alguns dos personagens descobrem que possuem poderes especiais.

O grupo é composto por uma variedade de etnias e personalidades. Karoline, Chase, Nico, Gert, Molly e Alex são incríveis juntos e separados, há química em todos os níveis de relacionamento ali. A questão de “se aceitar” é abordada do começo ao fim da primeira temporada. Nesse quesito você pode colocar questões envolvendo a sexualidade e origem, principalmente. Todos os seis personagens são extremamente diferentes, até os que conseguem ser minimamente próximos (Chase e Karoline) tem diferenças que são pontuais e importante para o desenvolvimento do grupo (Gert e Nico, principalmente).

Todo esses assuntos são tratados, por incrível que pareça, com o pé no chão. Karoline brilha? Brilha sim. Molly tem uma força descomunal? Ah, sim, pode crer. Gert tem um pet incrível? Aham! Alex é um super nerd que manja de tudo? Claro, tem que ter. Nico tem um artefato tecnológico misterioso (tem mais ou menos, né?)? Sim e é incrível o que ela pode fazer com isso. Chase, o popular, é incrivelmente inteligente e subverte o estereotipo? Com certeza. E isso só deixa a história mais incrível. A palavra aqui, talvez, seja essa: subversão. O ato de destruir, arruinar, transformar ou destruir uma ordem estabelecida.

Leve, descontraída, descompromissada em ser épica e cheia de super batalhas, simples na essência e cheia de bons paralelos com a vida dos adolescentes. Marvel’s Runaways é uma grata surpresa para o, talvez já saturado, universo de heróis na TV. (Mesmo demorando para engatar e pegar o ritmo cativante que a série adquire). Vez ou outra a gente até esquece que é uma série de um grupo de heróis de tão natural e próximo do publico.

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