Crítica | Manhunt (minissérie, 2019)

Com tantos thrillers de grandes orçamentos e roteiros cheio de tramas e ações por aí, é até estimulante encontrar Manhunt. Mas qual é o seu diferencial ? È o que analisaremos aqui .

A minissérie da ITV (Grã-Bretanha) conta a história do serial killer Levi Bellfield através das memórias do detetive principal do caso, Colin Sutton. Em três episódios, temos um inspirado Martin Clunes protagonizando a história, e a direção de Marc Evans para contar a investigação real do crime, narrada de uma maneira para a tensão aumentar lentamente, reunindo o quebra-cabeça pouco a pouco antes de um final dramático.

A minissérie começa momentos após um assassinato. Um corpo de uma jovem é encontrada no subúrbio de Londres. Colin Sutton é destacado para liderar a investigação, mas se vê sem opções, com pouco a seguir em termos de pistas. Determinado a rastrear o assassino, vai reunindo peças que leva a vincular o caso a outros dois assassinatos não resolvidos, que apresentavam semelhanças impressionantes, o que leva a polícia ao encalço de um assassino em série.

Sem um orçamento elevado e nem ações explosivas, Manhunt se deleita com a simplicidade de sua premissa, captura perfeitamente o ‘clima’ da narrativa do gênero, com um serial killer, num cenário sombrio para que os eventos aconteçam. Outro aspecto interessante é a abordagem das investigações, mostrando de forma metódica em tempo real, além das tensões entre as equipes de policiais.

Martin Clunes está perfeito em seu papel como DCI Colin Sutton, equilibrando a vida profissional e pessoal desse detetive obcecado. Um ator que dá ao seu personagem um carisma e profundidade considerável. Interpretando um homem cuja devoção ao trabalho e a obtenção de um resultado chegam às custas de sua vida doméstica. Se o elenco de apoio tivesse mais carisma, a minissérie teria sido mais cativante.

Para quem quer um CSI mais realístico, Manhunt é uma boa dramatização, envolvente, que conta sua história com respeito e nuances que poderemos encontrar em qualquer caso de uma grande metrópole do mundo. Mas com uma diferença: a história de um dos mais recentes assassinos em série, que pode parecer meio enfadonho, mas que traz uma reflexão da natureza de uma psiquê doentia.  Sua simplicidade é, em última análise, o maior atrativo e os fãs de histórias de detetives com base em fatos provavelmente irão gostar. Recomendo.

Sobre o autor

Cadorno Teles
Professor de Ciências Biológicas e Física, Historiador, idealizador do Canto do Piririguá, astrônomo amador e curte Mestrar RPG e jogar um bom boardgame/videogame.

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