Crítica | Jurassic World: Domínio

Quando Jurassic Park foi lançado em 1993, ele não era apenas um filme de aventura com dinossauros como hoje faz parecer. O filme dirigido por Steven Spielberg convenceu toda uma geração de que os dinossauros haviam voltado. Claro, era tudo resultado da magia dos efeitos especiais que, com o filme, atingiam um novo patamar. O estrondoso sucesso, como esperado, gerou uma poderosa franquia. Depois de uma controversa trilogia, a franquia foi rebatizada de Jurassic World e esse filme vem para fechar a nova trilogia.

Na história, humanos e dinossauros agora dividem a vida no planeta. Enquanto alguns buscam se adaptar, outros percebem a chance de enriquecer. Quando esse frágil equilíbrio é ameaçado, velhos conhecidos dos dinossauros entram em cena.

O filme anterior, Jurassic Park: Reino Ameaçado, termina levando a franquia aonde ela jamais chegou: dinossauros soltos pelo mundo. Isso brinca com o imaginário e gera uma série de expectativas sobre as possibilidades que o novo filme poderia abordar. No início, o filme nos mostra vislumbres disso, no entanto quase que inexplicavelmente se transforma em uma aventura de espionagem estilo James Bond.

O roteiro é muito volumoso, personagens do passado de toda a franquia disputam espaço com novos que acabam sendo mal trabalhados e suas motivações são evidentemente fracas. Buscando aliviar a situação, os personagens são divididos em grupos, cada um com sua própria trama investigativa, o que deixa tudo mais desinteressante e sem relevância.

Tá, mas e as estrelas do show? E os dinossauros? Eles voltam no ato final e é aí que os elementos clássicos da franquia aparecem, mas isso não quer dizer que apenas começa o “copia e cola” usual da franquia. As cenas de ação são bem construídas, com ótimos efeitos especiais e tensão sendo desenvolvida com elementos de terror. Algumas novas criaturas parecem saídas direto de um pesadelo.

No balanço final, Jurassic World: Domínio tem ótimos momentos, consegue equilibrar bem homenagens, enquanto leva a mitologia da franquia para frente. Mesmo sem parecer um genuíno filme da série em boa parte da sua duração, pode-se dizer que é um encerramento digno para essa trilogia. Sim, da trilogia, porque sabemos que, cedo ou tarde, a franquia volta.

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