Crítica | Ghostbusters: Mais Além

 

Em 1984 foi lançado Os Caça-Fantasmas (Ghostbusters), dirigido por Ivan Reitman.  Com ótimos efeitos especiais, humor afiado, elenco estrelado e inspirado, rapidamente se tornou um dos marcos cinematográficos dos anos 80, gerando uma trupe de fãs que ainda perdura. Hoje, quase 40 anos depois, após uma continuação, uma série animada, toneladas de marketing e um reboot, eis que chegamos a Ghostbusters: Mais Além.

Na história, acompanhamos a história de uma família que chega a uma pequena cidade no interior e descobre que o avô deixou um legado que os conecta aos Caça-Fantasmas originais.

Prestar homenagens a produções antigas usando e abusando da nostalgia do público, não é nenhuma novidade. Às vezes os realizadores se apoiam apenas nisso e acabam entregando um filme sem identidade própria, fazendo com que os espectadores se sintam enganados. Não é o caso aqui.

 

Dirigido e coescrito por Jason Reitman, filho do diretor do original, era de se esperar, no mínimo, um cuidado extra com o legado do pai. E é tocante ver que o filme trata justamente o legado de uma forma tão sensível.

Apesar de o filme ir se esquivando das armadilhas para agradar os fãs a cada instante, o que mais deixa marca é justamente as referências e homenagens ao filme original. Mesmo assim o filme tem seus próprios trunfos. Entre os personagens, se destacam Phoebe (Mckenna Grace) e Podcast (Logan Kim) que transbordam carisma.

A fotografia faz bom uso da área rural estadunidense e usa muitos planos abertos, mostrando a imensidão local. Os efeitos especiais atualizam os ótimos efeitos do original de 84, passando um senso de continuidade mais coeso. A direção é elegante e traz uma certa grife ao filme, se estivesse nas mãos de um diretor “de aluguel” qualquer, provavelmente teríamos aquela coisa genérica e entediante.

Mesmo tendo êxito em impor uma identidade ao filme, a história em si não é muito memorável. É muito apressada, com alguns buracos, personagens inúteis, saídas fáceis e todos os clichês que esperamos. O que coloca a qualidade do filme em cheque, mas não chega a estragar a qualidade final.

Ghostbusters: Mais Além é divertido e simpático e, apesar de uma história bem mediana, é muito emocionante. Principalmente para os fãs.

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