Crítica | Esquadrão Trovão

Em uma onda de filmes de comédia medianos/sem graça, Esquadrão Trovão é… só mais um.

O filme de comédia com Melissa McCarthy e Octavia Spencer conta a história de duas amigas fora do padrão que ganham super poderes (uma de uma forma bem estúpida) e passam a lutar contra criminosos super poderosos.

Esquadrão Trovão: Netflix libera trailer da comédia com Melissa McCarthy - TecMundo

Sinopse: Em Esquadrão Trovão, em um mundo onde supervilões são comuns, duas melhores amigas de infância, separadas pelo tempo, se reúnem depois que uma delas inventa um tratamento que lhes dá poderes para proteger sua cidade.

Eu gosto muito de filmes de comédia, e sei que essas duas atrizes que encabeçam o elenco tem diversos filmes bons na carreira, como Melissa tem o A espiã que sabia de menos (eu gosto) e Octavia tem Convenção das Bruxas e Ma, eu esperava algo positivo da união das duas em Esquadrão Trovão, mas acabei me decepcionando.

Melissa McCarthy é Lydia, uma mulher bem atrapalhada e que tenta (muito) ser engraçada. A personagem, que deveria ser o alívio cômico e contraponto da personagem de Octavia é só irritante e burra, se colocando em algumas situações bem estranhas, além de forçadas pelo roteiro para a trama seguir, como a cena do laboratório logo no inicio do filme em que ela mexe em tudo logo após ouvir a ordem de ‘não toque em nada’.

Octavia Spencer é Emily/Bingo, uma mulher muito inteligente e estudiosa que dedicou sua vida a criar um soro para criar um super herói, de forma a terminar o trabalho de seus pais, que morreram em um ataque de um super vilão. Eu  consegui ver mais verdade nessa personagem, mas ela é engessada demais, e acaba tendo pouco espaço enquanto Lydia toma a tela fazendo alguma besteira.

O filme Esquadrão Trovão, além da temática de super heróis, tenta falar sobre a amizade entre duas mulheres completamente diferentes, que precisam superar suas diferenças para trabalharem juntas para salvarem a cidade onde vivem. Mas, por mais que essa seja a ideia principal, a execução é perdida no meio do caminho e a execução só fica chata.

Crítica: Esquadrão Trovão é comédia leve ideal para relaxar um pouco

O destaque do filme fica para Jason Bateman, que faz um vilão com garras de caranguejo e que passa a ser o par romântico de Lydia. É engraçado as cenas dele questionando algumas decisões do vilão (Bobby Cannavale), e como ele lida com a situação de ser um vilão e querer largar essa carreira. Outro destaque é a filha da Emily, Tracy, interpretada pela Taylor Mosby, que parece ser a única no filme que sabe agir como um ser humano normal.

O vilão interpretado pelo Bobby Cannavale é tão caricato que, a única coisa que consegui gostar dele, além da burrice clara, é a dublagem feita pelo dublador Guilherme Briggs, que deu mais personalidade ao personagem. Em relação aos outros personagens, são tão importantes que não vale a pena citar mais nenhum deles.

Crítica: Esquadrão Trovão é comédia leve ideal para relaxar um pouco

Os efeitos não são ruins, as roupas de super heroínas ficaram bem legais, pois não sexualizarem demais como estamos acostumados a ver personagens femininas em filmes de super heróis, a ideia de duas personagens principais heroínas são duas mulheres fora do padrão são muito boas, pena que não foram bem executadas como um todo.

Vale a pena ver Esquadrão Trovão? Vale se você quiser ver alguma coisa para perder seu tempo ou se distrair em um dia que você estiver ‘de bode’.

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