Crítica | Divaldo – O Mensageiro da Paz

Escrever essa resenha me pareceu a principio um pouco difícil, ao pensar em escrever tive receios por se tratar de um filme ”religioso”. Medo das pessoas pensarem que meu papel é de conversão a religiosidade, porém eu logo refleti sobre a mensagem do filme que é trazer uma mensagem ainda que com trechos religiosos mas que atingi a todos por sua história bem escrita e por sua realização de atuação, roteiro, fotografia e mensagem.

Então eu escrevo essa resenha como uma carta de minha alma, escrevo essa resenha sensibilizado e tocado por toda realização feita na história. Escrevo essa resenha crendo que o filme é muito bem realizado e o indicando sabendo que em períodos tão difícil ele nos chegara como uma mensagem de paz e como um filme ”Biográfico” bem realizado.

  Sinopse:

Convivendo com a mediunidade desde os quatro anos, Divaldo ( João Bravo/ Ghilherme Lobo/ Bruno Garcia) era rejeitado pelas outras crianças e reprimido pelo pai. Ao completar 17 anos, o jovem decide usar seu dom para ajudar as pessoas e se muda para Salvador, com o apoio da mãe. Sob a orientação de sua guia espiritual, Joanna de Ângelis (Regiane Alves), ele se torna um dos médiuns mais importantes de todos os tempos.

Dirigido por Clovis Mello o filme nos apresenta a vida do médium desde pequeno até agora com seus 92 anos, o filme apresenta o espiritismo e suas doutrinas. O interessante é a construção desse filme de quase 2 horas. O filme ainda que seja lento, ele não é cansativo.

Construído com cenas que nos proporcionam sorrisos, pensamentos e aprendizados, algumas lágrimas e atuações brilhantes. Algumas frases citadas no filme é de tanta força que em momentos pausei o filme e peguei uma caneta para anotar direitinho e ler sempre, na verdade frases como essas que descreverei abaixo acredito que vão ficar gravadas no coração:

  ” A vida é um grande exercício do desapego”.

” Quem se dedica a enxugar as lágrimas dos outros, não tem tempo para chorar”.

 

Cena linda do encontro dos médiuns Divaldo Franco (Ghilherme Lobos) e Chico Xavier (Álamo Facó).
Cena linda do encontro dos médiuns Divaldo Franco (Ghilherme Lobos) e Chico Xavier (Álamo Facó).

O cinema brasileiro tem algo a qual eu acho muito belo, é um cinema feito com amor, feito na raça. Com poucos investimentos temos obras realizadas com tanta maestria, talvez isso se deva a roteiros bem escrito, aos atores maravilhosos que temos e aos diretores de grande alma.

Enquanto esse filme era realizado em roteiro o Divaldo Franco fez somente um pedido ao diretor do filme. Ele solicitou que o filme fosse algo leve, tenho certeza que Divaldo ficou satisfeito com o respeito por sua história, por sua doutrina e por cada doação aqui construída.

Acredito que adaptação de nenhuma biografia seja fácil e essa daqui talvez seja mais difícil ainda pelo peso de retratar uma pessoa como Divaldo. Fazer um filme onde ele possa passar sua mensagem ao público em geral não é uma coisa fácil.

Esse é um filme que não é só para quem tem doutrina espírita, esse longa  que vai  além de ser muito bem realizado fala sobre perdão, paz, amor, esperança e fé. E isso todos nós precisamos nos dias de hoje, isso é algo que nos é mostrado no filme de forma simples e objetiva.

Um detalhe importante sobre esse filme é que ele não é forçado, a narrativa bem construída lhe ajuda a se envolver com o filme e se as lágrimas lhe descem sobre o rosto é por ele ser algo sincero. Se você sorrir levemente é por você ver um humor ingênuo e simples em momentos até difícil.

Eu escrevo sobre esse filme o indicando por ter a certeza do quanto ele é bom, necessário e forte. Eu gostaria de ter sensibilidade o suficiente e palavras para descrever esse filme com o tanto que ele merece, mas se encontra distante de mim tais poderes.

No entanto, eu finalizo minha resenha dizendo a todos que me leem com carinho e atenção que essa experiência lhe será bastante incrível e talvez lhe ajudara a compreender que existe muito mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia como já dizia o ilustre Willian Shakespeare.

Bruno Garcia como Divaldo Franco
Bruno Garcia como Divaldo Franco

 

E você, já viu este filme?

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