Crítica | Chamas da Vingança

A produtora Blumhouse ganhou notoriedade ao conseguir ótimos retornos financeiros em seus projetos usando uma simples prática: baixos custos de produção e bons valores de bilheteria e vendas para home vídeo. Por um lado, é muito bom, já que permite que vários projetos “improváveis” tenham a produção aprovada e gerem filmes como: “O Espelho”, “Fragmentado”, “Whiplash”, “Nós” e “O Homem Invisível”. Por outro lado, filmes com grande potencial acabam saindo de forma, na melhor das hipóteses, medíocre por conta de um orçamento insuficiente e, assim, afetando diretamente na qualidade, é o que acontece em filmes como: “Uma Noite de Crime” e “A Ilha da Fantasia”.

Na história, acompanhamos um pai e sua filha que possuem poderes extraordinários e por isso precisam sobreviver à uma caçada implacável.

A missão desse filme era bem tranquila: superar a primeira adaptação desta história de Stephen King, o mediano filme de 1984. É triste observar que, mesmo assim, o filme falha miseravelmente. Desde os seus primeiros momentos, é tranquilo afirmar que essa versão se enquadra na segunda categoria de projetos da Blumhouse, com o agravante de não conseguir chegar perto do status de medíocre.

Além do, visível, baixo orçamento, fica óbvia a pouca criatividade e o talento limitado dos envolvidos. A impressão que passa é que boa parte da produção foi realizada em trabalho à distância. A direção é profundamente insossa. O roteirista parece não se importar com o rumo da história, tudo parece jogado a esmo.

O elenco é sofrível, nem o (questionável) carisma de Zac Efron consegue nos fazer acreditar nesses personagens, quem dirá se importar com qualquer um deles. E ainda temos um roteiro que entrega diálogos constrangedores para “ajudar”.

Os efeitos visuais não devem nada para a versão de 1984, ou seja, bem medianos, caso você esteja na metade dos anos 80, lógico.

A direção de fotografia até tentou dar alguma identidade ao filme ao usar planos muito fechados nas caras dos personagens – o que acabou só evidenciando as más atuações – e ao usar bastante sombras – o que só deixou o filme bem escuro. A trilha sonora do genial John Carpenter é muito boa, pena que até isso o filme tenta estragar fazendo questão de encaixá-la mal.

Chamas da Vingança é o tipo de projeto que é melhor continuar só no papel, até que pessoas talentosas se debrucem sobre e não pensem apenas em como cortar gastos dele.

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