Crítica | Cells at Work

Pra quem é da área da saúde, encontrar uma boa série com informações verossímeis, seja ela live action ou animação, sabe que não é uma tarefa tão fácil assim. Um amigo meu me recomendou essa série a alguns meses, mas não tive paciência de ir procurar os episódios para assistir, mas, quando ela apareceu nas minhas recomendações do Netflix, sabia que aquele era o meu momento.

O anime Cells at Work! é baseados nos mangás Hataraku Saibou, de Akane Shimizu. A adaptação foi realizada pela David Production e estreou de 8 de julho a 29 de setembro de 2018.

Sinopse: Esta é uma história sobre você, um conto que se passa dentro do seu corpo. De acordo com um novo estudo, o corpo humano é composto de aproximadamente 37 trilhões de células. Essas células trabalham muito todos os dias no mundo que é o seu corpo, desde os Glóbulos Vermelhos que carregam oxigênio até os Glóbulos Brancos que combatem as bactérias. Saiba mais sobre esses heróis anônimos e o drama que se desenrola dentro de você!

Cells at work! mostra a rotinas das nossas células no corpo humano, exercendo suas funções. Os dois personagens principais, que sempre aparecerem são o glóbulo vermelho/hemácia 3803 e o neutrófilo 1146. A cada episódio esses dois personagens se esbarram nos vasos sanguíneos e precisam lidar com diversas situações aos quais estamos diariamente expostos, como uma invasão de bactérias em um corte na pele até a um choque hemorrágico. As células são antropomorfizadas, e isso ajuda na distinção do que é próprio do corpo e dos invasores, que já possuem uma estética bem distinta.

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Neutrófilo (Glóbulo Branco) e Hemácia (Glóbulo Vermelho)

Por mais que seja um desenho, as informações que são passadas são cientificamente certas (meu coração aqueceu quando vi as plaquetas formando a rede de fibrina através da GP1b – e isso é falado no anime). As células de defesa são desenhadas como guerreiros, de acordo com a função que elas têm (neutrófilos são a primeira linha de defesa, eosinófilos na defesa contra parasitas, os linfócitos T citotóxico como segunda linha de defesa, etc.). Assim como as outras células são desenhadas de acordo com suas funções, como um linfócito T de memória é um homem de terno com um caderno de anotações, o linfócito B com sua arma cheia de anticorpos, linfócito T auxiliar e assim vai.

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Plaquetas, que são ‘pedaços’ de uma célula maior, são representadas por crianças

Os detalhes são colocados de forma bem simples de entender e divertida, como o formato das hemácias são os do chapéu das hemácias da série – o disco bicôncavo.

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Atentem ao detalhe do chapéu!

A animação é muito legal de se assistir, o design dos personagens é muito bem feito e é uma série que vale a pena tanto para quem quer aprender mais sobre o corpo humano quanto para alguém que está disposto apenas a se divertir. As histórias de Cells at Work! rendem muitas risadas e diversas informações (bem dramatizadas). Resumindo – a atenção dos produtores aos detalhes é maravilhosa e deixa a série ainda mais interessante ao meu ver.

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O design dos invasores/ vilões não são antropomórficos, mas são um show à parte de detalhes e criatividade

Eu recomendo muito a série e aviso que a segunda temporada já está sendo produzida!

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