Critica | Cats de Tom Hooper

Eu acho que eu vi uns gatinhos...

Eu assisti Cats de Tom Hooper!

E o que posso dizer é que não é tão ruim quanto vem sendo falado por ai…mas nem por isso é um bom filme.

Eu não sei se a versão que eu vi já tinha recebido o tal “package de atualização” que parece que ia ser distribuído para os cinemas, mas a maioria dos efeitos CGI funcionaram para mim.

Cats
Cats

Sim, existem momentos de Glub Glub (aquele seriado infantil onde dois peixes com cara de humanos conversavam).

Gatos comem baratas??
Gatos comem baratas??

A cena dos ratos é realmente “Glub Glub vergonha alheia geral ” . Pessoas vestidas de gato rastejando pelo chão causam estranheza (Que vontade de pedir para Jennifer Hudson ficar de pé!). E o que dizer de gatos comendo baratas? E ainda tem Idris Elba dançando sem roupa com um pijamão peludo e  com a cabecinha balançando, mas acho que eu já estava tão preparado para aquilo que nada me chocou tanto.

E olha que procurei defeito, pois confesso que foi uma vontade mórbida de ver coisa ruim que me levou a encarar estas duas horas de cantoria.

E é ai que mora o problema para mim.

Antes que me atirem pedra dizendo que “como que alguém que odeia musicais vai assistir um musical”, eu preciso me defender: Eu não odeio musicais!

Mas isso quando eles têm algo a dizer.

Tipo La La Land. Eu acho La La Land fenomenal, pois as músicas fazem a trama seguir em frente e ainda tem um final que nos quebra as pernas.

O mesmo aconteceu com o Rei do Show, que possuía uma ótima estória por traz da cantoria e momentos que realmente nos emocionavam ( A sequência de Rebecca Fergusson dublando e também Zac Efron e Zendaya cantando , assim como This is Me são momentos que podem ser considerados marcos do cinema musical, que não devem nada aos velhos filmes de Hollywood).

Com Chicago e Os Miseráveis ( este também de Tom Hooper) a experiência já foi mais difícil, pois achei a cantoria exagerada, o que tornou estes filmes bem cansativos. Mas tinham seu valor, pois tinham uma estória a ser contada ou cantada.

Já em Cats, o problema maior é o texto, ou as letras.

Não existe um objetivo maior ali, e a não ser que você seja amante de gatos, algo que não sou, fica difícil se interessar por alguma coisa que estão cantando na tela.

O filme começa quando uma gatinha ( a linda bailarina estreante no cinema Francesca Hayard)  é abandonada em um beco onde encontra os Jellicles Cats , bem na noite anual onde eles se encontram para escolher o novo Jellicle Cat que ao ser escolhido ganha o direito de ir para o Paraíso dos Sonhos.

A Gatinha Vitoria e os gatos gêmeos bagunceiros
A Gatinha Vitoria e os gatos gêmeos bagunceiros

O que é Jellicle Cat? Não sei.

O que é o Paraíso dos Sonhos? Não sei.

Porque gatinhos tem que ter nomes difíceis? Eu não sei

Jude Dench é Old Deutoronomy
Jude Dench é Old Deutoronomy

Mas cada gato tem que fazer uma apresentação para a Velha Deuteronomy (Jude Dench) que não se sabe porque é a única que pode escolher o gatinho premiado.

E ai aparecem diversos astros famosos. De Jason Derulo a Ian McKellen, cada um com uma musica mais nada a ver que o outra, apresentando seu gatinho.

A menos ruim é de James Corden, um gato gordo que consegue  ser divertido, apesar de parecer o Pinguim do Batman.

James Corden é o gato faminto Bustopher Jones
James Cordené o gato faminto Bustopher Jones

Idris Elba é o caricato e ridículo vilão Macavity, que após as musicas “sequestra” os gatos para que seja o único concorrente.

Jennifer Hudson é Grizabella, a gata mendiga
Jennifer Hudson é Grizabella, a gata mendiga

Mas a nova gatinha percebe a presença de Jennifer Hudson pelo beco, uma gata que foi escorraçada pelos outros Jeliccol Cats por ter se envolvido com Macavity, e a convence a cantar para ganhar seu lugar no Paraíso dos Sonhos.

 

O visual do filme é lindo, as coreografias bonitas, e os atores com certeza parecem estar se divertindo no que estão fazendo, mas as musicas não falam nada.

Cats
Cats

A não ser Memory, que fica completamente deslocada no filme e parece que foi colocada lá só para Jennifer Hudson ter seu grande momento “Oscar para atriz coadjuvante “ igual Anne Hathaway teve em Os Miseráveis, mas desta vez não cola.  É um momento bonito e só. Os gatos até choram. Hudson canta com o nariz vazando (Precisava??), mas a nossa emoção é zero.

E eu não acho que o problema seja do filme. Sinto que se assistisse isso no Teatro, minha falta de empatia seria a mesma.

Difícil entender que esta peça faça sucesso há tantos anos em tantos países.

Mas gosto, é gosto, né?

No final ainda tem uma musica endeusando gatos que me fez perguntar: Como alguém consegue cantar isso sem ficar vermelho?

Saudades das letras da Galinha Pintadinha.

Sendo assim, Cats se tornou para muitos a vergonha cinematográfica da década. Para mim não foi tudo isso, mas somente um filme com belas imagens e totalmente vazio.

Mas algo me diz que este filme ainda vai se tornar cult.

Falem mal, mas falem de mim.

E você já viu Cats?

Era fã do musical ou foi o “desejo mórbido de ver coisa ruim” que te levou até la?

Vamos conversar nos comentários.

E Não se esqueça que temos muitas outras indicações, clique aqui e conheça um pouco mais.

E Curta o Site Mundo Hype nas redes sociais, compartilhe com amigos e continue por aqui.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here