Crítica | Bumblebee

Bumblebee é figura importante na mitologia de Transformers, sempre foi o personagem mais fácil de se relacionar e quando se teve a notícia de um spin off sobre ele, logo surgiu uma curiosidade de como isso ia ser trabalhado e o resultado é bem acima da média. A franquia que sempre teve o controle criativo e direção de Michael Bay e a cada filme as cenas de ação eram insanas em contraponto os roteiros deixavam a desejar.

Uma das coisas interessantes é que o filme conversa muito bem com quem é fã da franquia e o espectador de primeira viagem, pois o filme funciona tanto como um spin off ou uma prequel, logo nos primeiros minutos fica claro para o espectador que os Autobots são os bonzinhos e os Decepticons são os violões. Em meio a uma guerra Bumblebee é mandado à terra para que monte uma base para os Autobots, e acaba em um ferro velho, onde mais tarde e encontrado por Charlie Watson (Hailee Steinfeld) com quem acaba criando um forte vínculo.

Bumblebee.

O filme consegue dosar bem a ação com momentos de desenvolvimento de personagem, Travis Knight (Kubo e as Cordas Mágicas) tem uma direção muito segura sobre o longa, e consegue abordar a mitologia de uma forma mais palpável, a ação é bem dirigida e as lutas bem coreografadas e pela primeira vez também conseguimos de fato entender o que está acontecendo, e o que chama a atenção também é o trabalho de efeitos especiais que consegue impressionar através dos movimentos e expressões de Bumblebee, ele tem personalidade e consegue passar emoções e toda a sua insegurança durante o filme.

Bumblebee.

O roteiro é cheio de referências de outros tantos clássicos, mas tudo muito bem trabalhado pelo diretor, apresenta bem a trama e tem um segundo ato muito bom em que vemos pela primeira vez um arco dramático bem construído entre Bumblebee e Charlie e é definitivamente o melhor do filme, a amizade deles é genuína e bonita de se acompanhar, tem alguns personagens que sofre por essa escolha, como o personagem Memo (Jorge Lendeborg Jr.) onde é proposto um interesse amoroso de charlie mas que ao fim das contas não precisaria existir, John Cena sofre com um personagem estereotipado mas que tem os diálogos mais engraçados e também os mais cafonas. Aliás o humor é algo bem problemático onde as piadas são em sua maioria sem o menor timing, há alguns clichês de filmes adolescentes que não se encaixam na trama, mas nada que atrapalhe o andar da história.

Bumblebee.

Como tantas outras produções o filme abusa do tom nostálgico e aposta forte na cultura dos anos 80 (o filme se passa em 1987), seja na trilha, nos penteados, na ambientação e principalmente no clima. Comparações com Wall-E, ET e O Gigante de Ferro são óbvias mas que seriam equivocadas já que o  filme apenas reproduz uma fórmula que teve êxitos nessas produções, mas não tira o mérito de Bumblebee, que é um filme carismático e necessário para a franquia, que nos pega de surpresa e chega até a nos emocionar em certos momentos, e que definitivamente pode ser considerado o melhor filme da franquia Transformers.

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