No fim, A Origem da Justiça é o que conta.
Desde quando a Warner revelou ao mundo que não teríamos um Homem de Aço 2 mas sim, um filme que narraria uma luta entre o Superman contra o Batman muita gente se animou. Logo, no início da divulgação foi mostrado que a história seria levemente baseada no arco O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, o que só fez aumentar ainda mais a empolgação. Os fãs esperavam ver o embate entre os dois maiores super–heróis do mundo de forma grandiosa, mostrando-os realmente como deuses entre nós. Era muita expectativa, tanto que o filme consegue e não consegue cumpri-las.
Ao longo das 2 horas e 40 minutos de filme muitos personagens são apresentados. Todos eles servem como uma peça de xadrez para montar o cenário de um eventual confronto entre os dois personagens. Chris Terrio, que roteirizou Argo, filme pelo qual ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado, mostra uma tremenda habilidade em dar tempo de tela e importância para todos. Entretanto, a motivação de muitos deles é fraquíssima. Isto poderia ser relevado nos mais diversos filmes de ação, mas neste caso, onde quase 2/3 do filme é unicamente de explicação de motivações, se torna um problema terrível.

O Lex Luthor por exemplo: Jesse Eisenberg entrega uma atuação realmente interessante, cheia de maneirismos e personalidade, porém, suas ações, incluindo seu plano maligno, são absurdas (Sério, quando acabar imagine um cenário onde o plano dele tenha dado 100%
certo). É uma pena, pois poderíamos estar diante de um vilão de primeira linha, que foi sabotado pelo roteiro. Outra personagem que se auto sabota é a senadora Finch.

Mas eis que chega a hora que todos esperavam, ver Batman e Superman em ação. Enquanto o Azulão recebeu cenas para exaltar seu heroísmo. A fotografia aqui, cheia de contraluzes e cor, auxilia e forma algumas das imagens mais belas de salvamentos já registrada. Já o Homem-Morcego… Ben Affleck em um filme se mostra mais Batman de que Christian Bale em 3. Suas cenas de ação são cruas e bem feitas, e finalmente vemos um Batman mais cientista e, de leve, um mais detetivesco. A luta de ambos, amplamente mostrada nos trailers, é interessante e com uma trilha forte, ainda que este seja de longe o pior trabalho do Hans Zimmer em filmes dos heróis da DC… Enfim, Batman vs Superman seria um filme cheio de erros e problemas, mas que na hora de mostrar a ação em si mostra a que veio… Seria, porque logo começa o sub-filme conhecido como A Origem da Justiça, e ai começa o jogo realmente.

A Mulher-Maravilha de Gal Gadot chega chutando bundas. Cheia de atitude, ela traz um novo ar ao longa. Quando ela aparece de uniforme e se une ao Morcego e ao Homem de Aço na luta contra o Apocalypse (muito menos ruim de que parecia no trailer) vemos que, de fato, os três funcionam juntos, e muito. A luta dos quatro é muito bem editada e executada. E imaginar a adição de Aquaman, Flash e Ciborgue só faz com que o filme da Liga da Justiça se torne ainda mais esperado.

Como síntese, Batman vs Superman tem um terceiro ato que beira a perfeição, mas os defeitos dos personagens coadjuvantes no inicio e no meio do longa impedem que o filme se torne o marco que merecia, mas a promessa que ele faz é incrivelmente promissora.

REVER GERAL
Nota
7
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Fundador - CEO - Designer - Líder da casa Mundo Hype! Desenvolvedor Front End, Designer e Fotógrafo. Apaixonado por cinema, viciado em séries e colecionador de HQs. Super-Heróis favoritos: Iron Man e Spider-Man.

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