Crítica – Batman: O Longo Dia das Bruxas (Coleção DC Eaglemoss)

Batman: O Longo Dia das Bruxas (Coleção DC Eaglemoss)

Yooooooooo vigilantes espalhados pelo multiverso!

Desta vez, vamos analisar as duas partes deste arco que saiu pela Eaglemoss, os volumes 6 e 7 apresentando o Longo Dia das Bruxas, onde novamente Jeph Loeb nos apresenta uma trama policial onde os grandes mafiosos de Gotham vão saindo e dando espaço para os grandes maníacos do Asilo Arkham!

Originalmente publicado de dezembro de 1996 a dezembro de 1997. 

Esta elegante aventura em clima de filme noir se passa durante o inicio da carreira de combatente do crime de Batman, e apresenta um misterioso serial killer conhecido como Feriado, que ataca em dias de celebração nacional. Ao longo de um ano de ataques, Batman tenta descobrir a identidade do assassino, enquanto enfrenta uma série de seus inimigos mais mortais e astutos, incluindo a Mulher-Gato, Solomon Grundy e o Coringa, que estão emergindo do submundo de Gotham City. Enquanto isso, um certo promotor público chamado Harvey Dent também está no caso e tem um encontro com seu destino.

Roteiro por Jeph Loeb
Arte por Tim Sale

O mundo criminoso de Gotham City está prestes a mudar. Assim como uma moeda tem duas faces, a lei também tem, bem como a criminalidade. Um certo assassino, denominado pela imprensa como Feriado, realiza uma série de assassinatos dentro da gangue da Família Falcone. Ele os mata deixando a arma do crime (uma pistola .22), as duas balas usadas no ataque e uma lembrancinha, relembrando o motivo do feriado.

Batman então, inicia sua caçada ao inimigo, ao mesmo tempo que procura uma maneira de derrotar as famílias Falcone e Maroni do império do crime ao qual eles dominam em Gotham City. Para isso, ele faz uma aliança com o Comissário Gordon e com o prodigioso promotor público Harvey Dent. Eles partem em busca de provas contra os criminosos, ao mesmo tempo em que eles precisam caçar o Feriado, que tem como modus operandi uma morte por mês, em alguma data especial, até que seja realmente pego. Será?

O engraçado é notar que os mafiosos estão tentando se adequar aos novos problemas de maneiras criativas, como contratar Hera para iludir Bruce Wayne; Coringa ameaçando matar todos na cidade até encontrar o Feriado (porque segundo ele, não podem existir dois malucos homicidas na cidade); além do uso do Espantalho e do Chapeleiro Maluco, contratados para serviços simples da máfia. Fora a corrupção de Harvey Dent…

O promotor começa a ficar impaciente e seu dever de justiça atinge patamares que ninguém imaginaria. A impaciência em conseguir justiça contra as duas famílias que oprimem a cidade com seus assassinatos e roubos faz com que o jovem prodígio se corrompa, principalmente após ao ato de Maroni em plena corte judicial, o fazendo abraçar o seu lado criminoso. Esta corrupção que Dent mostra, nos faz questionar o quanto que acreditamos na justiça. Nos faz questionar se realmente acreditamos no sistema, ou se devemos seguir uma linha moral que precisa ser inabalável.

Jeph Loeb faz um ótimo trabalho, deixando o leitor confuso quanto à identidade de Feriado. Os desenhos de Tim Sale também são ótimos, principalmente com páginas duplas ou com uma página cheia, de apenas um quadro, trazendo uma certa identidade ao arco que é inconfundível. Apesar de, de maneira geral, eu não gostar tanto deste tipo de traço um pouco mais artístico na maneira abstrata de Sale, entretanto neste arco em específico muito me agradou.


Bônus: O volume 7 foi o que mais tem página que já li desta coleção da Eaglemoss. Isso muito me agrada.

Extras do volume 6:

Origens de Hera Venenosa, Batman 181, publicado originalmente em junho de 1966;
Origens do Charada, Detective Comics 140, publicado originalmente em outubro de 1948.


Extras do volume 7:

Esboços e capas de Tim Sale sobre a saga;
Origens do Duas-Caras na Era de Ouro, publicado originalmente em agosto de 1942.


Nota: 8 de 10 universos.