Crítica – Avatar: A lenda de Aang (Água)

 

 

Livro 1: Água
Muito
mais do que apenas o último mestre dos ares
A
animação japonesa chegou com força no ocidente no fim da década de 80 e início
da década de 90. Óbvio que alguns animes já haviam chegado por aqui antes, mas
é inegável o boom que ocorreu com obras como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon
Ball, Akira, Ghost in the Shell entre outros. Estas obras tinham como
característica que as diferiam das obras feitas neste lado do planeta o traço,
o ritmo das histórias, a filosofia que sempre permeava a obra e o fato de que
ela era contada com um plano de fundo que a movia, enquanto as animações
americanas tinham sempre uma história fechada por episódio para facilitar que o
expectador acompanhasse a série… mas isso mudaria com o tempo.
        Animações ocidentais clássicas como
ThunderCats e SilverHawks, produzidos por fãs dos animes, já intercalavam o
melhor das duas animações, mas nenhuma obra foi tão feliz nesta mistura como a
série Avatar: The Last Airbender, que primeiro foi traduzido no Brasil como o
último dominador do ar, posteriormente adaptado para o mais romântico A Lenda
de Aang. A série foi dividida em três temporadas, e neste primeiro levando a
série vamos analisar a temporada 1. Contém spoilers.
livro : água
        Seguindo a tradição dos animes de criar
uma linguagem filosófica para explicar os poderes dos personagens, Avatar se
passa em um mundo dividida entre quatro grandes povos, cada uma ligada à um dos
quatro elementos: O reino da terra, a nação do fogo, os nômades do ar e a tribo
da água. Cada um destes grupos tinha em sua população os dobradores, pessoas
que controlavam os elementos ao qual pertenciam e entre os dobradores havia um
especial, o Avatar, pessoa que controlava os quatro elementos e servia como
ponte entre o mundo físico e espiritual e trazer o equilíbrio a humanidade.
Quando a nação do fogo resolve atacar, o Avatar desaparece.
        A série começa com duas crianças da
tribo da água, Katara e Sokka, encontram Aang, um garoto dobrador de ar que
estava preso em um iceberg. Acontece que Aang é a reencarnação do Avatar, e é o
dever dele enfrentar o senhor do fogo e trazer o equilíbrio e a paz àquela
terra.
        A primeira coisa que chama a atenção é a
animação das cenas de ação. Filmadas quase como se fosse uma dança, elas
realmente são extremamente lindas e enchem os olhos, mas nada disso seguraria a
série sem o roteiro. Com uma baita leva de humor aliada uma carga dramática
grandiosa, a primeira temporada atravessa tranquilamente sua duração. Embora
ela não consiga chegar ao nível do que viria depois no livro terra, esta
primeira é um grande começo para a série.
A lenda de Aang
        Com um grande equilíbrio entre ação, comédia e drama, Avatar
a lenda de Aang é um dos grandes patamares da cultura pop da minha geração.
Ainda que M. Night Shyamalan tenha feito força para tentar estragar esta
franquia com aquele filme pavoroso que adaptava a primeira temporada e
principalmente o arco do Espirito da Lua, Avatar é um “anime ocidental”
indispensável.