Companhia das Letras publica livro sobre o avanço tecnológico e os limites do homem em relação à morte

Don DeLillo, já tinha 79 anos quando anunciou Zero K (2016), publicado recentemente pela Companhia das Letras. Conhecido por obras como White Noise, vencedor do National Book Award, uma crítica ao consumismo e às academias, Underworld, uma enorme saga da América no século XX, abordou uma ampla gama de assuntos, como o 11 de setembro (em Falling Man), o estrelato do rock (Great Jones Street), o futebol (End Zone), a ficção científica (Ratner’s Star), a lingüística (The Names) e o assassinato de JFK (Libra).

Em Zero K aborda a busca da vida eterna, ou pelo menos trapaceando a morte. Quando, a convite do pai, o jovem Jeffrey Lockhart viaja a uma zona remota do planeta para dizer adeus à madrasta, Artis, debilitada por uma doença degenerativa, ele se depara com algo com que nunca sonhou. Artis está, na verdade, prestes a ser depositada em uma cápsula criogênica, em um imenso complexo médico e tecnológico projetado para armazenar corpos humanos por tempo indeterminado. Exposto a dispositivos insólitos, Jeffrey é forçado então a avaliar suas percepções e crenças. Do distanciamento do pai à morte da mãe, ele se vê diante de uma série de lembranças dolorosas, que parecem determinantes para seu futuro.

Enxergando mais longe do que qualquer outro escritor, DeLillo parte de uma realidade ainda incipiente – as técnicas de criogenia que prometem nada menos do que a superação da morte – para arquitetar uma narrativa surpreendente, com ares de ficção científica, sobre os mistérios da vida e da morte.

Está na minha lista de leituras para este 2018.