Charles Bukowski, hoje um ícone da literatura americana, foi um escritor alemão que viveu grande parte da sua vida nos Estados Unidos. Buk teve como influência o escritor russo Fiódor Dostoiévski e o escritor americano Ernest Hemingway. Na sua obra, percebemos claramente sua maior fonte de inspiração: o submundo da cidade de Los Angeles. A maioria de seus contos e romances – através do seu alter ego Henry Chinaski, se passam nesta cidade. Com seu estilo obsceno e uma linguagem clara e direta, o “Velho Safado” conquistou e ainda conquista diariamente uma legião de novos fãs, que se identificam com o contexto de porres, brigas de bar, mulheres, corridas de cavalo, cigarros, música clássica e com suas cruéis reflexões de mundo. Hoje aqueles que querem começar a ler seus livros poderão conhecer a história de Henry Chinaski em sua ordem cronológica. Então vamos lá!

Misto Quente – 1982

Sinopse: O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski.

 

Factótum – 1975

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, Henry Chinaski é considerado “inapto para o serviço militar” e não consegue entrar para o exército. Assim, enquanto os Estados Unidos se unem em torno da guerra e os homens alistados são vistos como heróis, Chinaski, sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco, na tentativa de subsistir com empregos que não se interponham entre ele e seu grande amor: escrever.

 

Cartas na rua – 1971

Sinopse: O “erro” do escritor conhecido pelos porres homéricos e humor ferino foi se candidatar à vaga de carteiro temporário no início dos anos 50. Quando viu, estava em seu segundo emprego nos Correios, como auxiliar, e já somava catorze anos em uma rotina maçante – ainda mais para um homem de meia-idade  sempre de ressaca. Mas tinha em mãos, enfim, a matéria-prima para seu primeiro romance, que já nasceu um clássico: pela voz de Henry Chinaski, seu alter ego, Bukowski narra suas memórias em tom hilário e melancólico. Lançado em 1971, Cartas na rua é um marco na obra de um dos mais cultuados – e imitados – autores norte-americanos.

 

Hollywood – 1989

Sinopse: Hollywood foi escrito a partir da experiência de Bukowski ao fazer o argumento para o filme Barfly (direção de Barbet Schroeder, com Mickey Rourke e Faye Dunaway), no qual ele narra a história de um escritor que ganha um bom dinheiro para escrever um roteiro para o cinema.

Mulheres – 1978

Sinopse: Após um período de jejum sexual, sem desejar mulher alguma, Hank conhece Lydia – e April, Lilly, Dee Dee, Mindy, Hilda, Cassie, Sara, Valerie, não importa o nome que ela tenha. Hank entra na vida dessas mulheres, bagunça suas almas, rompe corações, as enlouquece, as faz sofrer. E no fim elas ainda o consideram um bom sujeito. Publicado em 1978, Mulheres, o terceiro romance de Bukowski, é a essência de sua literatura: com o velho Chinaski, ele sintetiza a alma de todos aqueles que se sentem à margem. Escrevendo em prosa, Bukowski poetisa a dureza da vida e nos dá uma pista: “ficção é a vida melhorada”.

Crédito das imagens e sinopses: L&PM Pocket e Editora Brasiliense

É isso pessoal, espero que tenham gostado. Bukowski é uma leitura maravilhosa! Curtam e compartilhem!

 

Sou psicólogo e um fã assíduo de filmes, HQs, livros, séries, videogame, cerveja, rock n' roll e futebol. Me ingressei no mundo dos quadrinhos lendo Tex em formatinho e nunca mais parei de ler. Dentro dos quadrinhos, sou apaixonado pelo selo Vertigo e meus autores prediletos são Garth Ennis e Alan Moore. Meus personagens favoritos são: John Constantine, Conan, Batman, Demolidor e Justiceiro.