Quando eu comecei a escrever essa coluna, eu sabia que iria falar sobre animes que muita gente não conhece, porque se tratam de desenhos muito antigos e que poucos tiveram a oportunidade de assistir. Eu mesmo, só tive conhecimento de muitos através de VHS e até mesmo recentemente, por causa da nossa amada internet que nos permite ter acesso a praticamente tudo. O anime do qual eu vou falar hoje, se encaixa nessa situação.

A princesa e o cavaleiro é um shoujo criado por Osamu Tezuka. O mangá foi publicado em três versões de 1954 a 1966 e o anime exibido em 1967 no Japão. A história tem forte inspiração nos temas e estilos dos musicais do Teatro de Takarazuka a que Tezuka assistia em sua infância. A série de mangás foi originalmente serializada na revista para meninas Shoujo Club. A obra é considerada a pioneira do mangá Shoujo moderno e inspirou várias outras obras, incluindo alguns dos maiores clássicos do gênero como Lady Oscar e Utena. O sucesso foi tanto que houve até uma radionovela produzida na época. A série também foi um dos primeiros animes coloridos produzidos.

O atrapalhado anjo Ching comete um engano e dá a Safiri, uma criança destinada a nascer como menina, o coração de um menino. Para agravar a situação, Safiri é filha do rei da Terra de Prata, que precisa ter um herdeiro homem para evitar que o reino caia nas mãos do malévolo Duque Duralumínio. Por uma série de mal entendidos, a menina recém-nascida é anunciada como um menino, então se decide que ela deve ser criada como tal para que possa herdar o trono no futuro.

Porém, o vilão Duralumínio não está disposto a abrir mão do trono tão facilmente e com ajuda de seu comparsa Nylon, tenta tirar Safiri do caminho. Ao mesmo tempo, Ching desce a Terra para retirar de Safiri seu coração de menino. E a própria Safiri tenta conciliar sua obrigação de se vestir e comportar como um príncipe com sua própria vontade de ser mais feminina e sua paixão pelo príncipe do reino vizinho, Franz Charming. Vale notar que, em inglês, príncipe encantado é prince charming. Tezuka adorava fazer jogos de palavras com os nomes de suas personagens, tanto que, no caso em questão, os heróis têm nomes de metais e pedras preciosas enquanto os vilões de materiais sintéticos.

O anime é lindo, tanto a história muito bem desenvolvida e trabalhada, quanto a arte, mesmo simples e com características que remetem a uma obra mais antiga, é muito bonita e agradável. Em 2002 a JBC lançou aqui no Brasil o Mangá de A Princesa e o Cavaleiro que eu recomendo muito, também.

Termino deixando a abertura do anime que é uma graça pra vocês conferirem:

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