Relembrando Animes – National Kid

 

Como eu havia falado, além de animes estarei relembrando os grandes tokusatsus que foram exibidos aqui na nossa terrinha. E hoje eu escolhi falar sobre o precursor dos live actions no Brasil. Não, eu não vou falar de Jaspion, nem de Changeman, que são referências quando se fala em tokusatsu por aqui. 25 anos antes, um super-herói estranho e espalhafatoso abriu as portas da tv brasileira para o gênero de séries de heróis japoneses e hoje a gente vai relembrar um pouco dessa série.

National Kid ou Nashônaru Kiddo em japonês é uma série japonesa de tokusatsu que foi exibida no Japão de 4 de agosto de 1960 a 27 de abril de 1961, totalizando 39 episódios. A série foi produzida pela Toei Company e exibida pela NET (atual TV Asahi). National Kid estreou no Brasil por volta de 1964/65 (a data correta é desconhecida) e logo se tornou um grande sucesso. Record, Globo e Manchete exibiram o live action. Apesar da popularidade no Brasil, a série não fez sucesso em nenhum outro lugar do mundo, incluindo o Japão, seu país de origem.

O Tokusatsu conta a história de National Kid (é óbvio), que veio de Andrômeda para proteger nosso planeta, aqui ele assume a indentidade do Prof. Massao Hata. Seus alunos sempre estavam metidos em confusões e quando a coisa apertava, eles logo usavam seu  rádio à pilha da marca National pra entrarem em contato com o herói e pedir ajuda. O elenco fixo ainda contava com a participação do delegado Takakura e seu assistente Hisako.

A série pode ser dividida em 5 histórias: National Kid Contra os Incas Venusianos, Contra os Seres Abissais, Contra o Império Subterrâneo, Contra os Zarrocos e O Mistério do Garoto Espacial. Os principais inimigos do herói eram a Imperatriz Aura, Dr. Koroiva e o Imperador Nelkon. National Kid ainda enfrentou os Zarrocos, que tinham uma arma secreta que deu muito trabalho pro herói: o monstro Giabra, uma espécie de Godzila.

Curisosidades:

  •  A série só parou de passar na TV aqui no Brasil, porque o então Ministro da Justiça do militarismo, Alfredo Buzaid, censurou todas as séries que tinham super-heróis voadores. O decreto-lei 1077 de 26 de janeiro de 1970 institui a censura a tudo que pudesse atentar contra a moral e os bons costumes. Alguém teria pensado que heróis voando atentavam aos bons costumes.

 

    • O seriado foi criado em 1960, por encomenda, com a finalidade de servir de merchandising para a fábrica de eletrodomésticos National Electronics Inc., atual Panasonic. A tarefa de criação foi entregue ao mangaka Daiji Kazumine, o mesmo que algum tempo depois, adaptaria para os mangás, outro herói espacial, Spectreman.

 

  • Produzido em preto e branco, foi a quarta produção do gênero feita pela Toei Company. O personagem que era um garoto no mangá (isso explica o Kid do título), acabou se tornando um adulto na versão televisiva.

 

National Kid contava com golpes de karatê ridiculos, efeitos especiais de péssima qualidade que sem duvida te farão dar muitas risadas. Mas apesar disso a série era legal, temos que considerar que o tokusatsu era dos anos 60 e naquela época o que a gente acha tosco era o máximo. Então não tenham preconceito com National Kid, porque vale a pena assistir, sim. Ainda deixo a abertura para vocês conferirem como era:

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