Rebobinando – Star Wars Epsódio II – O Ataque dos Clones

Ataque dos Clones


O segundo capítulo do prequel evolui todos os temas abordados no primeiro filme, sem alcançar a força dos originais

Logo da Twientieth Century Fox. Logo da lucas Arts. Fade Out. Um aviso de que o filme a seguir se passou há muito, muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante. Slogan do filme em pleno espaço, sobe a trilha sonora de John Willians e começam a subir os letreiros informativos… Todo Star Wars (ou Guerra nas Estrelas para os mais saudosistas) começaram desta forma e, toda vez que este ritual é executado, a emoção e a esperança crescem no telespectador. Somos levados a um mundo de fantasia e ficção cientifica onde tudo é mais simples e elegante, ao mesmo passado que é complexo e tenso. Este é o Star Wars que amamos, este é o Star Wars que esperamos de cada filme.

Embora o “Episódio I – A Ameaça Fantasma” tenha tropeçado em vários aspectos, é inegável que ele conseguiu – com sucesso – apresentar aquele universo a um novo público. George Lucas montou o palco no filme anterior já que, independentemente, se você conheceu a trama na trilogia clássica ou com aquela história, estávamos todos no mesmo barco. Estamos acompanhando a luta da república contra os separatistas, seguimos a história de Obi-Wan Kenobi e seu aprendiz Anakin Skywalker. Assim, com as peças no lugar, o motivo da nova trilogia existir pôde, finalmente, começar a ser contada. Assim como foi com O Império Contra-Ataca, Ataque dos Clones é o “capítulo-ponte” que liga o começo mais despretensioso ao final grandiloquente.
Ataque dos clones
Capa do DVD, e o Anakin já fazendo uma das suas…
No Episódio II, seguimos vendo a transformação de Anakin (de menino ingênuo e gentil…) no maior vilão de todos os tempos. Com uma votação ocorrendo no senado sobre a criação de um exército da república para auxiliar os cavaleiros jedi a manter a paz na galáxia, a ex-rainha, agora senadora, Padmé Amídala, toma a frente nas negociações. Quando uma série de tentativas de assassinato contra a vida dela ocorrem, logo, é decidido que o jovem padawan Anakin virará seu guarda-costas, enquanto o cavaleiro Obi-Wan iniciará uma investigação para descobrir quem está por trás dos atentados ( o que o leva a descoberta de um estranho exército de clones, aparentemente desenvolvidos sob ordem do conselho jedi).
A trama se divide em duas e, então, logo fica claro que George Lucas tem sérios problemas para escrever diálogos românticos. Óbvio que ninguém espera que Star Wars seja um Lendas da Paixão, mas é inconcebível que Padmé, uma mulher adulta e experiente na área da política, seja seduzida pelo papinho de Skywalker. As cenas (em que se passam este romance) é de um vexame de fazer você pensar em Jar Jar Binks com outros olhos. Entretanto, o outro pólo da história flui bem. Ewan McGregor, que havia sido atropelado pela interpretação de Liam Neeson no filme anterior, desta vez, dita o ritmo do filme. É o carisma dele e as ações de seu personagem que fazem a trama girar e levam a saga em uma direção que nunca havíamos visto. Verdadeiramente, uma ficção cientifica com toques de filme policial.
Ataque dos clones
Obi-Wan e Mace Windu lembrando as cantadas que o Anakin deu na Padmé…
Toda esta trama funciona porque, desta vez, os efeitos visuais, a edição e a direção de fotografia funcionam como um todo. O filme tem um aspecto um pouco mais cinzento do que o anterior, embora não chegue a ter os corredores brancos de naves decadentes dos filmes “futuros”. A impressão que fica é que, se este episódio fosse todo focado em Obi-Wan, ele teria sim funcionado e se mantido como um filme digno dos clássicos. Mas, como já dito, George Lucas grava romance tão bem quanto Michael Bay ou Roland Emerich (uma pena!).
Outro aspecto negativo é a direção de arte, com seus designs cleans e simétricos, que em nenhum momento dá a entender de que estão no mesmo universo de Millenium Falcom, Estrela da Morte ou Star Destroyers. Este aspecto, no entanto, passa desapercebido tanto pelos pontos altos do filme quanto pelos pontos baixos.
Ataque dos Clones tem muitas falhas, mas a lembrança do que é legal nele vale à pena a revisita. Cenas como a do mestre Yoda ensinando aos Younglings, a caçada no espaço atrás de Jango e a sempre lembrada (e mítica!) luta de mestre Yoda contra Conde Dookan deram à saga folego para o seu capítulo derradeiro. É uma pena apenas que os motivos, pelos quais estes três filmes existem, não convençam. (Exceção feita a duas cenas. Ouvir as primeiras notas da marcha imperial quando Anakin mata por vingança alguns inimigos é de arrepiar o pelo do dedo do pé de qualquer um, bem como a sutil, embora interessante, forma de como é demonstrada o início de sua transformação em máquina). Não é O Império Contra-Ataca, mas está longe de ser A Ameaça Fantasma.

Ataque dos Clones
Até mais, e obrigado pelos peixes!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here