Rebobinando – Mortal Kombat

MORTAL KOMBAAAAAAAAT

 

Hoje é dia de rebobinando no Multiversonews.com e você veio aqui conferir qual grande clássico do cinema eu iria falar. Sempre com boas dicas de filmes espetaculares e análises de longas memoráveis, sua expectativa estava lá em cima (ou não, não sei qual o seu nível de envolvimento com esta coluna, amigo leitor). Mas eis que há algo errado e você viu a capa e o título do filme Mortal Kombat… Mas calma, eu sei que o filme é ruim, mas esta é uma sessão sobre filmes que nos marcaram e esta adaptação dos clássicos jogos de luta desenvolvido pela Midway merece uma análise.

Mortal.Kombat.

O filme tenta adaptar os eventos que ocorreram no primeiro jogo da série, onde um torneio de lutas marciais entre o plano terreno (a terra) e exoterra (os caras do mal) para ver quem terá o direito de reinar sobre nosso planeta. Liu Kang, o protagonista, é o escolhido para representar a Terra neste torneio ao lado da agente Sonya Blade e do ator de filmes de ação Johnny Cage (eu devo ser o único que gosta deste cara…). Logo, os três se verão em combates mortais contra as forças da Exoterra capitaneadas pelo feiticeiro metamorfo Shang Tsung e do ser de quatro braços Goro.

 

Paul W. S. Anderson, o diretor que mais tarde iria cometer os filmes de Resident Evil, dirige o filme tentando dar as lutas um pouco da experiência do jogo: golpes especiais, combos e até mesmo Shang Tsung dando uma de narrador e soltando uns Finish him, Flawless Victory e Fatallity acontece. Uma breguice só, mas que quando acontecia fazia o fã dos jogos ter uns pequenos momentos de alegria, o tal do fã service, intercalados por uma luta super coreografada e outra.

mortal kombat

Mas com certeza o grande marco deste filme está em sua trilha sonora. marcando presença desde a introdução, o tema de Mortal Kombat é sem dúvida um dos mais marcantes dos anos 90. Só de ouvir alguém gritar Mortal Kombaaaaaaaat o resto da música já vem à cabeça junto com o desejo de socar a cara de ninjas coloridos. É um daqueles temas em que mesmo quem não assistiu conhece, e é tão forte que ela sozinha consegue tornar empolgante a cena da luta final.

 

Assistir Mortal Kombat hoje em dia requer esforço, e é um pouco frustrante, de fato, na minha cabeça ele era um filme com um ritmo legal, com boas cenas de lutas e efeitos visuais bacanas. é só aparecer Reptile, Sub-Zero ou Scorpion para perceber que este filme é realmente fruto do seu tempo, uma era em que a computação gráfica começava a se massificar graças aos efeitos maravilhosos do T-1000 de O Exterminador do Futuro: Dia do Julgamento Final ou o T-Rex de Jurassic Park, bem como o aparente descaso dos realizadores de dar alguma empatia para quem não conhece a franquia dos personagens, mas ainda assim, é bom ver como esta leva de adaptações que Hollywood faz deu uma bela evoluída, criando obras mais bem executadas.

 

Não há muito mais a dizer, o filme é realmente ruim, mas não estou aqui para criticá-lo, estou aqui para lhe trazer um pouco de nostalgia. Então, escute a música e Choose your Destiny…

 

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