Rebobinando – De Volta Para o Futuro Parte II

  Vocês acharam que iriamos deixar essa data passar?
  A melhor palavra para definir a franquia De Volta Para o Futuro é atemporal, você pode pegar a qualquer momento para ver esses filmes e se divertir por toda a irreverencia que eles transmitem, seja dos personagens, do roteiro, dos efeitos, etc… Pois os filmes fugiram de serem datados ao contrário de tantos outros feitos na década de 80 e 90. Acabando se tornando um pilar para o cinema e para a cultura pop.

  Filmado juntamente com a parte III a parte II se inicia logo no epílogo deixado pelo primeiro longa, quando Doctor Brown (Christopher Lloyd) volta ao ano de 1985 para buscar Marty (Michael J. Fox) e sua namorada Jennifer (Elisabeth Shue substituindo Claudia Wells) e leva-los ao “longínquo” ano de 2015, pois dessa vez ele tem que impedir que seu filho vá preso e cause a destruição de sua família.
  A sequência segue a receita de seu predecessor, um garoto que viaja no tempo tentando salvar o “futuro” de sua família, uma aventura bem simples, porém que nos conquista do mesmo jeito mostrando um ano de 2015 em que todos acreditavam naquela época, pois é não foi bem assim. Meus elogios feitos pela atuação e carisma dos atores na parte I continuam, todo aquele envolvimento que você criam com os personagens no primeiro filme se mantém no segundo, exceto por algumas pequenas exceções como o pai de Marty, pois o ator Crispin Glove foi substituído por conta de intrigas com a produção, ficando assim um personagem bem capenga, quase não parecendo seu rosto por conta das obvias mudanças de ator para com o personagem e o próprio J. Fox interpretando tanto seu filho Marty Jr. como ele mesmo no futuro acabaram ficando bem raso, mas nada que estrague o filme.

Uma grata surpresa para o espectador dessa vez é que a parte do futuro/presente é só a primeira das três viagens que nosso protagonista realiza, logo em seguida temos o plot de Biff pegando o almanaque dos resultados de jogos da década de 50 até os anos 2000 e entregando para si mesmo ainda jovem, após a resolução dos problema de Marty Jr. nosso protagonista volta para 1985 descobrindo que Biff ficou milionário por causa do almanaque criando assim ao longo dos anos uma realidade alternativa, culminando na terceira e ultima viagem onde acontece a volta para 1955, que pra mim foi a melhor parte, pois temos a deliciosa experiência de observarmos os acontecimentos do primeiro filme sobre a perspectiva de um segundo McFly, criando assim uma espécie de bastidores da primeira história, um show de narrativa e direção, méritos a Zemeckis e Gale.
Bom com certeza não chegou ao impacto que teve o primeiro filme, mas é uma ótima sequência para os fãs que estavam com saudades da primeira obra, com uma resolução satisfatória e um trampolim bem amarrado com a parte III, ainda com mesmo carisma dos personagens principais e o clima de aventura oitentista nos levando aquele nostalgia toda vez que vemos. Então se você ainda não viu faça um favor a si mesmo e corra pra ver.
Só tenho a agradecer a Zemeckis e Gale por um das melhores trilogias da história e um filme que amo de paixão. E por falar nisso ainda estamos esperando os Houverboards!
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