Rebobinando – Apollo 13

“Hey
Houston, we have problem here.”
 

Fala galera, o Rebobinando dessa semana é
comigo, e eu trouxe para vocês o clássico Apollo 13. Nada melhor do que começar
a postagem com a ilustre frase que promoveu não apenas o filme, mas também toda
a história da humanidade, seguindo os exemplos de “to be or not to be, that is
the question” e “I have a dream”. Sem mais delongas, hora de viajar no tempo e
no espaço, literalmente.  

     “Baseado em história real”. Basta
encontrarmos essa frase em algum filme para instantaneamente sermos fisgados
por ele. Uma história de sucesso se torna bem mais motivadora. Um filme de
terror se torna bem mais assustador. E um drama… Bom, se torna bem mais dramático.
Junte isso à ideia do desconhecido. O que é desconhecido pra você? Talvez um
lugar estranho? Novas experiências? Pra mim, o maior extremo do desconhecido
possível seria sair de nosso planeta como poucas pessoas fizeram, e ser
obrigado a conviver com as condições intimidadoras do espaço, que nos matariam
em um segundo sem a devida preparação. Foi exatamente esse desconhecido que
três astronautas tiveram que encarar em 1970, e aprenderam, da pior forma
possível, sobre as condições inóspitas espaciais. Tudo retratado no filme
Apollo 13, de 1995.
A história real
     Aprendemos no colégio que na maior parte do século XX, o
mundo viu um conflito entre as duas potências econômicas e militares. Ou
melhor, não viu, já que não houve nenhum conflito abertamente declarado. Uma
dessas disputas não-declaradas entre Estados Unidos e União Soviética foi a
chamada Corrida Espacial. Cada um dos países corria atrás de desenvolver
foguetes, satélites e outros artefatos, e os lançarem ao espaço primeiro, a fim
de demonstrar ao mundo seu poderio. A URSS saiu bem na frente dos EUA, ao
lançarem o primeiro artefato terrestre ao espaço, ao lançarem o primeiro ser
vivo ao espaço e também ao lançarem depois, o primeiro ser humano ao espaço,
Yuri Gagarin, que nos contou que “a Terra é azul!”. O próximo alicerce desse
conflito inegavelmente seria conquistar a Lua. E isso os Estados Unidos
definitivamente decidiram não deixar para a União Soviética. Para isso, o então
presidente Kennedy resolveu criar o Programa Apollo, um conjunto de missões
coordenadas pela NASA que tinha como objetivo principal colocar o homem na Lua.

     Seu começo foi literalmente um desastre. Um incêndio na base
da Apollo 1 que matou seus três astronautas colocou o projeto em xeque antes
mesmo de começar. Não é o objetivo deste post discutir teorias da conspiração e
afins, mas o fato é que a NASA conseguiu dar a volta por cima e realizou seu
objetivo com a Apollo 11, missão que levou o célebre Neil Armstrong a ser o
primeiro ser humano a pisar na Lua. Um pequeno passo para um homem, um grande
salto para a humanidade. O sucesso do programa estimulou mais missões com
destino ao nosso satélite natural. A Apollo 12, também obteve sucesso. A Apollo
13, no entanto… teve um problema.
O filme
     Apollo 13, filme lançado em 1995, retrata a missão e o
problema. Estrelado por dois dos meus atores preferidos (Tom Hanks e Kevin
Bacon) e dirigido por Ron Howard (The Da Vinci Code e Angels and Demons, pelo
visto ele curte trabalhar com o Tom Hanks), o filme nos transmite a aflição que
os três astronautas tiveram de passar ao constatarem a explosão de um dos
tanques de oxigênio, quando eles estavam próximos de chegar à Lua. A explosão
avariou grande parte da nave e por esse motivo, teve de abortar a missão de
alcançar solos lunares.  O oxigênio
perdido não servia apenas para a respiração, mas também para a geração de
eletricidade e, consequentemente, para gerar água e refrigeração. Se esses
recursos se esgotassem, certamente a tripulação pereceria. Decidiram então,
racionar tudo o que podiam, chegando ao ponto de tomar um copo d’água por dia e
sobreviverem a temperaturas equivalentes a 4º. Se tivessem sorte, essas medidas
garantiriam seus recursos até a chegada na Terra. Mas surge então, outro
problema: como retornar ao nosso planeta? A nave não possuía mais motores
potentes e combustível suficiente que os fizessem voltar à nossa direção. A alternativa
encontrada então, foi utilizar uma trajetória que os fizesse retornar à órbita
terrestre, ou seja, iriam dar uma volta ao redor da Lua. Tempos depois, a nave
já estava fazendo o caminho de volta. Após três dias, caíram no Oceano
Pacífico, resgatados por um porta-aviões estadunidense. Sãos e salvos.
     O longa foi um sucesso de bilheteria, ganhando cerca de 355
milhões de dólares em todo o mundo, além de ter recebido diversas premiações,
com destaque para o Oscar de Melhor Edição e o de Melhor Som.    
Já assistiu esse filme? Gostou ou não gostou? Ainda vai assistir? Conta pra gente! Mande aí também sua sugestão de filme para o Rebobinando! Sua sugestão será muito bem-vinda. Abraços e até a próxima. 

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