Existem algumas séries, boas séries e ruins também, escondidas em grandes canais ou streaming por aí. E é sempre bom descobrir uma série que prenda você, sem obviedades e fugindo, completamente, dos lugares comuns para onde as séries – principalmente as distópicas – costumam ir.

Em 2015, um projeto assinado por Frank Spotnitz de Arquivo X e Ridley Scott de Blade Runner (vou citar esse em especial porque está ligado diretamente ao assunto) chegou ao, ainda embrionário, Amazon Prime, o sistema de streaming da Amazon. Baseado na obra homônima de Philip K. Dick, o projeto ganhou respeito e atenção de um publico ainda restrito (boa parte fãs do Ridley, PKD, Blade Runner – baseado em livro de PKD também, Arquivo X e afins) e chega a ser difícil acreditar que o grande publico não ame e adore essa série tão bem cuidada, tão bem pensada e executada como é The Man in The High Castle.

Venho em nome do Homem do Castelo Alto, propagar a palavra dessa série.

Você consegue imaginar um mundo onde a guerra foi vencida pelo Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e tudo o que a gente conhece é o oposto? Você consegue imaginar um mundo onde os Estados Unidos é divido entre a parte Nazista, a parte Japonesa e a parte “Neutra”? Ou então um mundo onde até a Bíblia é censurada e ter uma pode causar a sua morte?

The Man in The High Castle tem disso e mais uma porção de absurdos inimagináveis.

A história é contada no ano de 1962, mostrando um cenário pós-guerra, onde os fatos já citados são o presente daquele povo. Tudo acontece em torno de alguns excelentes personagens. Frank Fink (Rupert Evans), um judeu que esconde sua origem. Juliana Crain (Alexa Davalos), a namorada dele que parte numa missão maluca de tentar entender o que aconteceu com a sua irmã mais nova. John Smith (Rufus Sewell), um homem de alta patente nazista, com conflitos familiares misturados aos políticos, tentando defender o que ele ama e atacando o que ameaça a sua subida dentro do partido. Joe (Luke Kleintank), um agente duplo, traidor e estranho, que não sabe se trai o país ou o partido, que tem uma história de infância bem estranha.

No livro, existe um livro que, meio que abre os olhos de quem o lê, e a metalinguagem foi transferida para a série em forma de filmes em rolos e a existência desses filmes motiva a maior parte das perseguições nas temporadas. Tem uma porção de personagens, principalmente no núcleo japonês que, é melhor você não ter ciência do que são ou fazem; um deles tem um fator surpresa inacreditável. Fique atento aos japoneses.

Há uma centena de personagens incríveis que, facilmente, poderiam ser caricaturas de japonês, nazistas, aristocratas e afins, mas são moldados em pessoas comuns que, se não fosse pela narrativa, você nem saberia o que cada um deles passa para viver um dia a mais.

A série já tem duas temporadas disponíveis. A terceira temporada tem estréia prevista para o primeiro semestre de 2018. Vale a pena conferir essa série tão diferente e tão intrigante.

Confira o vídeo lançado na SDCC17:

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